Desporto

Angola iguala prestação obtida na Cidade da Praia

Armindo Pereira | São Tomé

Angola ocupa actualmente o terceiro lugar, no quadro geral de medalhas da XI edição dos Jogos da CPLP, a decorrer até ao dia 28 do corrente, em São Tomé e Príncipe, com cinco medalhas de ouro, mais duas em relação à edição anterior.

Selecção Sub-16 de futebol vai procurar alcançar o lugar mais alto do pódio da competição
Fotografia: José Cola|Edições Novembro

Lígia Vunge, atleta do taekwondo, menos de 44 kg, conquistou a primeira. Seguiram-se três no atletismo, pelas “mãos” de Regina Dumbo, no atletismo para invisuais, classe T11, assim como o basquetebol feminino, com uma. Angola leva igualmente oito medalhas de prata, e cinco de bronze, o que perfaz um total de 18.
O número de medalhas de ouro pode subir para seis, caso a Selecção Nacional Sub-16 de futebol masculino vença Cabo Verde na final, amanhã, às 17h00, no Estádio 12 de Julho.
Em Cabo Verde, em 2017, o país conquistou 26 medalhas (três de ouro, sete de prata e 16 de bronze). Em declarações ao Jornal de Angola, José Manuel, coordenador do atletismo adaptado, fez um balanço positivo sobre a prestação e disse que houve uma melhoria nos tempos, em relação à edição anterior.
“Conseguimos manter o resultado passado, houve apenas uma mudança de género. Tivemos o masculino a arrebatar três medalhas, na cidade da Praia, e aqui em São Tomé tivemos o feminino”, ressaltou José Manuel.
Moçambique ocupa a primeira posição, com 12 medalhas, todas obtidas no atletismo, seguido por Portugal com menos quatro. Cabo Verde vem na quarta colocação com igual número. No entanto, os resultados até agora apresentados são provisórios, porquanto até ontem não haviam sido homologados.
Além do atletismo (convencional e adaptado), taekwondo, basquetebol e  futebol, o evento conta com o voleibol de praia. Em São Tomé e Príncipe encontram-se  atletas, técnicos e dirigentes vindos do Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
A Guiné Equatorial, que faria a sua estreia na competição, falhou a presença por razões até aqui desconhecidas.
Há um pormenor que não tem passado despercebido: a presença massiva de espectadores nos recintos  desportivos, com realce para o futebol. Os populares têm contribuído para um ambiente de festa mais colorido. Nas ruas da capital, as distintas comitivas, identificadas pela indumentária,  têm sido efusivamente saudadas por onde passam.
Com excepção ao futebol, os vencedores das outras disciplinas já são conhecidos desde segunda-feira, quando o encerramento está previsto para amanhã. Os são-tomenses, ávidos por espectáculos, lamentam o facto de a organização ter optado por realizar , de modo concentrado, duas a três jornadas por dia.
Os menos informados foram colhidos de surpresa, quando se deslocaram, na última terça-feira, à Praia PM, destinada ao voleibol, e ao Parque Popular, onde está situada a quadra de basquetebol. Postos aí, depararam-se com o cenário já desmontado.
O Jornal de Angola procurou apurar junto da comissão organizadora as razões que levaram à disputa das provas nestes moldes, mas não obte-ve sucesso.
O taekwondo foi a única disciplina que decorreu fora do centro da capital são- tomense. Durante dois dias, os combates tiveram lugar no Liceu Maria Margarida, na localidade de Trindade, distrito de Mesochi.  
Os Jogos da CPLP pretendem reforçar a solidariedade entre os cidadãos dos países membros, sendo que se estima que vão deixar um legado de reabilitação de algumas infra-estruturas desportivas e escolares, para além de contribuir para a organização do associativismo desportivo.

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