Desporto

Angola perde e joga fase de consolação

Silva Cacuti | Copenhaga

A Selecção Nacional sénior masculina falhou, ontem, a inédita passagem à segunda fase do campeonato mundial, ao perder por 28-33 diante da similar do Egipto, quando ao intervalo já estava em desvantagem de 12-19.

O jogo fechou a fase preliminar da prova e era a última chance para Angola passar de fase, desde que vencesse a vice-campeã continental.
Uma tarefa que ainda está impossível de cumprir pela Selecção Nacional. Angolanos e egípcios já se defrontaram inúmeras vezes e a vitória está sempre do lado dos faraós. Maiores em envergadura física, alguns actuam em campeonatos europeus, jogam regularmente as competições de clubes e participam nas provas do mundo árabe.
Apesar dos dados à mesa, Filipe Cuz e pupilos desceram ao piso do Royal Arena destemidos, cientes de que os vencedores no desporto só surgem depois dos jogos.
O empate a três golos, aos cinco minutos, transformou-se em 4-6, para os faraós, à entrada dos 10 mi-nutos iniciais da partida, face à frieza e a forma certeira com que terminavam as jogadas ofensivas. O Egipto tirava vantagem da maior rodagem competitiva dos seus atletas e, também da sua maior envergadura.
Aos 12 minutos, os golos conseguidos por Angola, nem dobrados faziam os números dos adversários. O placard já estava em 9-4. Filipe Cruz, sem muitas soluções solicita o primeiro “time-out”, dá algumas orientações, mas está ciente da abundância de recursos do lado egípcio. A equipa reage à advertência do treinador, e o marcador evolui para 6-11, aos 17 minutos.
Custódio Gouveia, que tinha substituído o improdutivo Geovani, por muito que se esforçasse a defender, era abandonado pelos colegas que deixavam os egípcios ganharem os ressaltos e reinvestir.
Na bancada, o egípcio Hassan Moustafa, presidente da IHF, estava mais tranquilo.
Os conterrâneos estavam a dignificar. 
O tempo corria depressa e assumia-se como adversário da equipa angolana. Aos 26 minutos, Chicola falha um livre de sete metros, a bola volta a si depois de bater na barra, e o angolano volta a mandá-la para o poste. Os números dos egípcios no marcador subiam, estava em 19-11. Os faraós não marcaram mais e Angola marcou, fazendo 12-19, ao intervalo.
A segunda parte foi uma “cópia integral” daquilo que as equipas jogaram na primeira. Angola vai manter-se na cidade de Copenhaga, que vai ser palco da fase de consolação,  sábado e domingo.

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