Desporto

Antigo secretário-geral enluta futebol africano

Augusto Panzo

O antigo secretário-geral e candidato assumido ao cargo de presidente da CAF às eleições do próximo ano, o egípcio Amr Fahmy, morreu domingo vítima de doença, segundo anúncio feito ontem pelo site da referida instituição, que vela pelo futebol no continente.

Amr Fahmy morre ao 36 anos vítima de doença prolongada
Fotografia: DR

O documento esclarece que Amr Fahmy, falecido aos 36 anos de idade, foi vítima de prolongada doença, contra a qual vinha lutando nos últimos tempos, facto que causou uma onda de choque no seio da entidade.
O falecido dirigente era originário de uma família intimamente ligada à CAF, uma vez que o pai e o avô também chegaram a ocupar o cargo de secretário-geral da instituição.
A sua actividade na alta hierarquia do futebol africano começou na área das "competições" da CAF de 2007 a 2015, depois trabalhou de forma breve na empresa de marketing Legardère Sports, entre 2015 e 2017.
Em função do desempenho demonstrado nas áreas anteriores, foi nomeado secretário-geral pelo presidente Ahmad Ahmad em Novembro de 2017, alguns meses após a eleição deste como mais alto mandatário da CAF.
No entanto, em 2019 as relações entre essas duas personalidades da CAF azedaram profundamente, em virtude do então secretário-geral ter escrito e endereçado uma carta à FIFA, na qual acusava o superior hierárquico de desvio de fundos da instituição, assédio sexual e corrupção, o que desembocou na abertura de um inquérito ainda em curso no Comité de Ética da CAF.
O episódio criou uma nu-vem negra entre o malgaxe Ahmad Ahmad e o egípcio Amr Fahmy, culminando no afastamento deste último do cargo de secretário-geral em Abril do ano passado, acusado de falta de ética profissional.
Ainda assim, sem arrependimento, Amr Fahmy mostrou-se encorajado e, não temendo nada anunciou recentemente a vontade de concorrer ao cadeirão da CAF nas eleições do próximo ano, apresentando inclusive as linhas de força de um programa que assenta na tríade “pró África, pró futebol e anti-corrupção”.

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