Desporto

Árbitros de basquetebol actualizam conhecimentos

Melo Clemente

Oito a dez árbitros angolanos de basquetebol vão participar a 10 do corrente e a 1 de Julho, por meio de vídeoconferência, numa acção formativa para actualização de conhecimentos, dirigida aos juízes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), numa organização da FIBA-África em parceria com a FIBA-Mundo.

Internacionais António Bernardo, à esquerda, e Mbunga Pedro no centro vão marcar presença
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Subordinada ao tema “Substituição e reposição de bola”, a formação, de acordo com o juiz internacional angolano António Bernardo, é dirigida a árbitros de categoria internacional e a candidatos às insígnias da FIBA-Mundo.

“A FIBA-África e a FIBA-Mundo realizam no dia 10 deste mês e 1 de Julho próximo uma acção formativa dirigida aos árbitros internacionais e candidatos a juízes internacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Devido ao confinamento social, esta acção formativa é realizada por vídeoconferência”, assegurou António Bernardo, um dos mais categorizados árbitros angolanos.

Depois do juiz Clésio Francisco ter deixado, em finais de 2019, as insígnias da FIBA-Mundo, por ter reprovado na acção formativa para renovação da carteira internacional, o país conta com apenas quatro árbitros de categoria internacional: António Bernardo, antigo presidente da Associação Nacional dos Juízes de Basquetebol de Angola (ANJBA), David Manuel, Cláudio Anderson e Mbunga Pedro.

“Infelizmente, contamos com apenas quatro juízes de categoria internacional. Portanto, são estes árbitros internacionais e os candidatos a juízes internacionais, cujo número não passará seguramente de cinco, que vão participar na acção de refrescamento”. Em tempos idos a arbitragem angolana chegou a ter sete árbitros de categoria internacional. António Bernardo enalteceu, por outro lado, as acções de formação que o órgão reitor da modalidade da bola ao cesto no continente tem realizado nesta fase em que o mundo luta contra o novo coronavírus.

“Foi necessário o surgimento da Covid-19 para que África começasse a realizar acções de formação por vídeoconferência, coisa que os outros continentes já fazem há séculos”, lamentou.

O domínio da língua inglesa é um dos pressupostos para a frequência do curso, que vai ter como prelectores Samir Abaakil, de nacionalidade marroquina, e Peter Kirabo, ugandês. A gestão do balneário e a filosofia da competição de mini-basket foram alguns dos temas abordados nas acções de formação realizadas no mês passado.

Manuel Silva “Gi”, campeão em Sub-16 e 18, ex-seleccionador nacional sénior masculino e actual treinador da equipa da Universidade Lusíada de Angola (ULA), foi um dos profissionais angolanos que já beneficiou das acções de formação.

Aposta do órgão reitor

O organismo que tutela a modalidade no continente africano pretende, com estas acções de refrescamento, elevar os conhecimentos dos principais actores ligados à modalidade, nomeadamente técnicos, árbitros, oficiais de mesa e dirigentes desportivos. Até ao final do último semestre do ano em curso, estão programadas várias acções de formação, não apenas em África mas também nos outros continentes, de acordo com o calendário publicado no site da FIBA-África.

Entretanto, os juízes do continente africano que não conseguiram renovar as respectivas carteiras internacionais, podem fazê-lo ainda este ano e a data definitiva, para a realização da acção formativa, é anunciada brevemente, de acordo com o mesmo “site”. Com o cancelamento dos principais campeonatos e da BAL League, o organismo de tutela tem apostado na realização de conferências para actualização dos conhecimentos.

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