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Artur Almeida admite algumas dificuldades na gestão da FAF

António Cristóvão

O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur Almeida e Silva, reconheceu, na segunda-feira, algumas dificuldades na gestão do organismo reitor da modalidade no país.

Fotografia: DR

O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur Almeida e Silva, reconheceu, na segunda-feira, algumas dificuldades na gestão do organismo reitor da modalidade no país. “Muito difícil. Sinceramente não esperava que fosse ser tão difícil, porque numa altura que não há recursos financeiros no país, as federações estão todas em decadência absoluta”, disse aos jornalistas sobre a gestão do organismo reitor nacional.
Questionado sobre as promessas feitas durante a campanha eleitoral, Artur Almeida e Silva argumentou que foram realizadas num contexto diferente do actual. “As promessas são feitas na base do momento. As em-presas deixaram de apoiar a Federação. Temos de continuar a lutar independentemente das quebras financeiras”, respondeu. Artur Almeida e Silva confirmou a intenção de recandidatar-se, para mais um mandato.
“Sou candidato assumido, mas vou fazê-lo oficialmente numa conferência de imprensa, onde vamos apresentar matérias com os argumentos”, revelou aos jornalistas. Para o dirigente da FAF, o novo modelo de trabalho introduzido pelo seu elenco permite-lhe concorrer à própria sucessão.
“São os resultados do nosso trabalho ao nível de organização. Ganhámos muito. A reorganização interna da federação, o relacionamento com as instituições, principalmente com a CAF e FIFA”, esclareceu. O número um da FAF fez saber que se fosse por razões pessoais, ou familiares iria desistir da candidatura. “Por razões pessoais e familiares não me candidataria, mas pela Nação e a continuidade de um projecto que iniciamos, e está no caminho certo, vou fazê-lo”, finalizou. Nas eleições passadas, Artur Almeida e Silva encabeçou a lista A e convenceu o eleitorado com as propostas de mudança, derrotando no sufrágio José Luís Prata, da B, e Osvaldo Saturnino de Oliveira “Jesus”, da C, com 67 votos a favor contra 53 e 13, respectivamente. Dos corpos sociais da federação, que tomaram posse na Mesa da Assembleia-Geral ficaram apenas o presidente, Mota Liz, e Leão Chimin (vice). O secretário Kami Kassoma participou apenas numa Assembleia-geral, e nunca mais foi visto nos encontros com as associações provinciais. Na direcção, Artur Almeida e Silva viu as demissões dos vice-presidentes José Alberto Macaia, Norberto de Castro, Dealdino Fuato Balombo.

 

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