Desporto

Ary Papel e Mabululu buscam outros desafios

Sérgio V. Dias

No meio de alguma expectativa, devido às indefinições que pairam no ar em relação ao mercado de transferências de jogadores para a época futebolística 2020/2021, o 1º de Agosto está na iminência de perder os concursos de Ary Papel e Mabululu.

Principais artilheiros da equipa estão em fim de contrato com a agremiação rubro e negra
Fotografia: DR

O primeiro pode rumar para o Zamalek do Egipto e o segundo para o Orlando Pirates da África do Sul, como revelou ao Jornal de Angola fonte próxima ao clube militar. A fonte, sob anonimato, disse que estão em curso as negociações para a cedência dos passes dos avançados, que até à presente data não renovaram contrato com o clube central das Forças Armadas Angolanas (FAA).

De acordo com a fonte, quer Manuel David Afonso “Ary Papel”, de 26 anos, quer Agostinho Cristóvão Paciência “Mabululu”, que completa 31 em Setembro próximo, não receberam do emblema “rubro-negro” propostas que lhes pudesse alimentar o sonho de permanecer no plantel na próxima época.
Fazendo fé nas alegações da fonte, ambos vêem na hipótese de saída, para representar clubes do estrangeiro, a oportunidade para darem novos rumos às respectivas carreiras.

O JA apurou ainda que Papel pode selar contrato com a equipa egípcia, com a qual o 1º de Agosto enceta contactos, faz já algum tempo, depois de o profícuo avançado não ter sido bem sucedido na passagem pelo Sporting de Portugal. Aliás, é sublime realçar o facto de que, na turma de Alvalade, o jogador ficou confinado à equipa B, daí o retorno, por empréstimo, aos “rubro-negros” há duas épocas.
Em relação a Mabululu mantém-se as negociações visando efectivar a transferência para o Orlando Pirantes, clube fundado em 1937, na cidade de Johannesburgo.

O jogador que, à semelhança de Carlos Alves, Manuel, Isaac, Love Kabungula e Gelson Dala, faz parte da lista de seis da história do clube militar que já se sagraram melhores artilheiros do Girabola, espreita também uma oportunidade no estrangeiro.  Aliás, como se cogitou nas últimas semanas, Mabululu, tal como Ary Papel, equaciona abraçar um novo horizonte na carreira, depois das negociações com o 1º de Agosto não terem sido “muito sedutoras”.

Os tetracampeões, que no Girabola recentemente interrompido definitivamente, devido ao combate à propagação da pandemia da Covid-19, ocupavam na 25ª jornada a segunda posição com 51 pontos, atrás do líder e arqui-rival Petro de Luanda, com mais três e um jogo, perseguem a conquista do pentacampeonato.

E é na guisa desse objectivo, que a equipa agostina tem já também alguns alvos direccionados, caso do médio Hermenegildo da Costa Paulo Bartolomeu “Geraldo”, que há dois anos trocou o emblema do “Rio Seco” pelo Al-Ahly do Egipto.

Número de saídas “ameaça engordar”

As possibilidades de cedência de jogadores do 1º de Agosto, em relação à próxima época do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, não se restringem tão-somente a Ary Papel e Mabululu. Há, enfim, outras saídas quase certas de jogadores da equipa. Nelson da Luz, extremo de 22 anos e em fim de contrato, é outro que, segundo rumores propalados aos quatro ventos, pode também abraçar a carreira no estrangeiro, mas a fonte não avança o clube nem o país.

Ambrosini António Cabaça “Zini”, avançado que se notabilizou ao serviço da Selecção de Sub-17 no Mundial da categoria, disputado em 2019 no Brasil, e que se vem afirmando como reforço para o ataque militar, é outra das saídas à vista no D’Agosto.  Outra grande incerteza é sobre a continuidade do técnico bósnio Dragan Jovic. Ao que se ventila na imprensa nacional, nos próximos dias, o presidente do clube, Carlos Hendrick, e o vice-presidente para o Futebol, Paulo Magueijo, virão a terreiro esclarecer a situação contratual do treinador que conduziu a equipa a três títulos no Girabola.

 

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