Desporto

Ásia, Europa e Américas decidem as últimas vagas

António Ferreira

Ei-nos chegados ao momento da verdade nas eliminatórias ao Mundial FIBA 2019, que hoje inicia a etapa final na Ásia, Europa e Américas, com uma dúzia de países a alimentar o sonho de presença na China. A margem de erro é mínima para o Brasil, Porto Rico, Irão, Jordânia, Filipinas, Rússia, Sérvia, Croácia, Israel e Itália, os candidatos que matematicamente têm as melhores hipóteses de conquistar uma das doze vagas disponíveis.

Venezuela é um dos países com o passaporte já carimbado para o campeonato FIBA´2019
Fotografia: DR

A entrada da última janela de qualificação, o quadro é complicado para alguns países de primeira grandeza no mundo do basquetebol e a tão cobiçada presença na China parece distante. China, Nova Zelândia, Coreia, Austrália (Ásia), República Checa, França, Alemanha, Grécia, Lituânia, Espanha, Turquia (Europa), Argenti-na, EUA, Venezuela, e Cana-dá (Américas), são os países que já têm o seu “passaporte carimbado” para o Mundial FIBA 2019.

Filipinas, Irão, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Líbano, Qatar e Síria gladiar-se-ão na zona asiática por um “lugar ao sol”, no período de 21 a 24 de Fevereiro. Doze equipas disputam a última janela que apura apenas três, cujo cartaz da primeira jornada inscreve os prélios Cazaquistão-Austrália (14h00), Irão-Japão (14h30) e Qatar-Filipinas (16h00).
O Irão é o país que tem praticamente assegurada a qualificação, pois todos os cenários a seu favor, expecto um, ou seja, derrotas ante a Austrália e Japão, por menos de oito (8) pontos, o que obrigaria as Filipinas a vencer o Qatar e o Cazaquistão, cuja conjugação de resultados remeteria os iranianos para o quarto lugar, suficiente para lograrem a qualificação.
Idêntico cenário para as Filipinas que precisam de apenas uma vitória ou, na pior das hipóteses, terminar entre terceiro e quinto lugar. A Jordânia também pode selar a qualificação com duas vitórias ou menos, caso o Líbano perca um prélio, enquanto ao Japão bastará um lugar na classificação entre segundo e o quarto. Vida mais complicada para o Cazaquistão que para almejar a presença na China precisa de vencer a Austrália por pelo menos 48 pontos, mas ainda assim dependente de resultados de terceiros.
Na zona americana, Brasil, Porto Rico, Uruguai e República Dominicana são os países candidatos às três vagas em aberto, já que Panamá, Ilhas Virgens, Chile e México estão arredados das contas finais. Amanhã joga-se para a primeira jornada, que inscreve os prélios Canadá-Chile (22h30), Ilhas Virgens-Brasil (23H00) e República Dominicana-Venezuela (00h30). Amanhã teremos o escaldante Porto Rico-Argentina (00h00), EUA-Panamá (00h00) e México-Uruguai (02h30).
Numa breve pincelada ao quadro classificativo, uma vitória do Uruguai sobre o México seria suficiente, caso a Argentina vença Porto Rico ou, em alternativa, uma vitória dos uruguaios ante os portorriquenhos, considerando que a inversa também é válida, o que lhes valeria o quarto lugar. Um triunfo separa o Brasil do Mundial FIBA 2019, ante as Ilhas Virgens ou a República Dominicana.

Contas difíceis na Europa
Na Europa, o cenário é bem mais difícil face à qualidade dos contendores, cuja últi-ma janela abre concorrên-cia à Rússia, Croácia, Sérvia, Ucrânia, Letónia, Montenegro, Hungria, Itália e Polónia, as únicas com possibilidades de lutarem pelas cinco vagas em aberto.
Amanhã jogam República Checa-Bósnia Herzegovina (17h00) e Israel-Alemanha (17h30), em Pardubice e Tel-Aviv, respectivamente. Em Botevgrad, a Bulgária recebe a Rússia (16h00). Na cidade de Espoo, teremos o Finlândia-França (17h00), em Tallin a Estónia defronta a Sérvia, às 17h00, e em Heraklion a Grécia mede forças com a Geórgia, por volta das 18h30.

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