Desporto

Atraso de prémios cria mau clima no balneário dos Palancas Negras

Honorato Silva |Suez

A aparente boa-disposição visível no rosto dos jogadores esconde o mal-estar instalado no balneário dos Palancas Negras, que ponderam paralisar os trabalhos, depois do jogo de sábado frente aos Mouribotones da Mauritânia, caso persista o impasse em relação ao prémio de apuramento.

Jogadores exigem o cumprimento do acordo por parte da direcção da Federação
Fotografia: José Cola |?Edições Novembro

A “lua de mel” criada na véspera da partida de Portugal para o Egipto, palco da 32ª edição da Taça de África das Nações em futebol, chegou ao fim depois do empate (1-1), na estreia diante da Tunísia, segunda-feira, em Suez. 

O grupo às ordens do sérvio Srdjan Vasiljevic mostra-se desapontado com o elenco directivo da Federação, encabeçado por Artur Almeida e Silva, por não acreditar que a Confederação Africana não tenha, até agora, feito a transferência dos 250 mil dólares correspondentes à primeira tranche do prémio de 500 mil dados a cada uma das 24 selecções, pela qualificação.
Os atletas, que por en- quanto preferem não dar entrevista, pedem compreensão aos adeptos, que à distância têm feito correntes de força, em prol do sucesso do país na grande montra da modalidade no continente. Dizem-se obrigados a recuar da decisão de deixar a abordagem de questões relacionadas com dinheiro para depois da presença na prova, por falta de compromisso dos dirigentes.
Sempre focados na preparação do próximo desafio, os atletas fizeram saber que não teriam necessidade de assinar documento, se houvesse seriedade da parte da Federação. O Jornal de Angola apurou igualmente que pelo menos seis dos jogadores escolhidos por Vasiljevic estão determinados em deixar de representar a equipa nacional.
Quase certa é a saída do seleccionador, após a conclusão da estadia de Angola no Egipto. A boa imagem deixada pelos Palancas Ne-gras frente às Águias de Cartago fez subir a cotação do técnico sérvio, que já foi alvo de algumas abordagens em Suez.
Toada ofensiva
O treino de ontem ao final da tarde, no complexo turístico Marine Wadi Degla, o primeiro virado para o ensaio da estratégia a utilizar diante dos malgaxes, foi dominado por exercícios de finalização, num claro sinal de que a Selecção Nacional encara o desafio como oportunidade de encurtar o caminho para os oitavos-de -final.
Vasiljevic colocou de um lado do campo todos os jogadores de ataque, que medi- ante o processo de repetição finalizavam os cruzamentos. Mabululu foi o mais certeiro nos remates feitos à baliza defendida, de forma alternada, por Tony Cabeça, Landu e Ndulo.
A sala de Pedro Miguel, médico da equipa, está sem pacientes. Gelson Dala, a única preocupação até ao jogo com a Tunísia, trabalha sem limitações na melhoria dos índices físicos. Apenas esta manhã se vai saber se os treinos de hoje e de amanhã serão feitos próximo do horário do jogo, 16h30 locais, período em que a temperatura chega aos 30 graus.

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