Desporto

Adeptos “empurram” equipa para a vitória

Anaximandro Magalhães |

A Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol não podia ter ganho maior nesta fase de transição, do que albergar em Luanda, de 24 a 26 deste mês, a disputa do grupo C da primeira mão do Torneio Africano de Qualificação para o Campeonato do Mundo, marcado para 2019, na China.

Pavilhão lotado contribuiu para a motivação dos jogadores
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Sem ter deslumbrando, o “cinco” nacional retirou do público o fôlego impulsionador para nos momentos menos bons transcender e vergar o Marrocos, por 62-56, Egipto, 68-64 e 73-64, diante do Congo Democrático. Orientada por William Voigt, norte-americano que substituiu o angolano Manuel Silva “Gi”, Angola tinha como obrigação primordial não perder qualquer jogo em casa e deve parte da materialização deste desiderato ao apoio incondicional dos incansáveis compatriotas. Nos três jogos, a equipa teve, para além da capacidade técnica individual e da melhor interpretação dos sistemas tácticos, um discernimento superior ao dos adversários. 
Voigt, ciente das dificuldades sentidas pela equipa, fez questão, em declarações à imprensa, de reconhecer o prestimoso contributo vindo das bancadas. “Sem o apoio de todos os angolanos não seria possível”, disse.
O treinador de 41 anos, campeão africano inédito em 2015, pela Nigéria assumiu: “a Selecção não está a jogar ainda o que pretendemos. Isso deve-se ao pouco tempo de trabalho. Estamos confiantes e acreditamos em melhorias. Temos de  manter-nos unidos e focados. Nos próximos dias, devo embarcar para os Estados Unidos, a fim de observar alguns jogadores que actuam em campeonatos universitários e do ensino médio, tendo em vista a segunda janela em Junho.”

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