Desporto

Angola joga qualificação para as meias-finais

Anaximandro Magalhães | Tunis

Proibida de falhar, Angola defronta hoje o Senegal, a partir das 20h30, em partida com cariz de final antecipada, referente aos quartos-de-final da 29.ª edição do Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, cuja etapa decisiva é jogada na cidade de Tunis, Tunísia.

Selecção Nacional pretende continuar em prova apesar de enfrentar outro candidato
Fotografia: M. Machangongo | Edições Novembro

Um desafio, dois intervenientes com objectivos similares. A vitória ao alcance apenas de um, num encontro que envolve campeões, pois juntas as duas congéneres somam 16 dos 28 troféus distribuídos por oito selecções.
A vantagem neste particular, por ter conquistado 11 campeonatos, não atribui qualquer favoritismo a Angola, sobretudo pelos acontecimentos recentes, onde as exibições amorfas e o desfecho nos últimos dois jogos frente ao Senegal, derrotas por 85-78 e 74-73, nas primeiras fases dos Afrobaskets de 2011 e 2013, no Madagáscar e Costa do Marfim, justificam de modo equitativo a partilha de probabilidades.
O histórico de nove triunfos, por 68-55, 73-51, 91-80, 71-66, 68-64, 68-61, 68-60, 67-59 e 70-61, na final de Argel, em 2005, na Argélia, faz parte apenas dos registos da FIBA-África, assim como o afastamento nas meias-finais, com vitória dos senegaleses, por 53-47, sobre os angolanos. 
Esta noite, no Pavilhão Multiusos de Radès, perder implica deixar precocemente a competição e o hipotecar do propósito supremo de resgatar o título em posse da Nigéria. Sem margem para errar, Manuel Silva "Gi" e pupilos estão obrigados a refazer a pálida imagem deixada na disputa da fase preliminar, onde a vitória por 66-44, sobre o Uganda, permitiu a observação de alguns resquícios de bom basquetebol, ainda que a espaços.
Angola chega determinada e motivada a exibir-se como ainda não o fez na prova.
Ciente da responsabilidade, o combinado nacional pode fazer melhor e dispõe de condições e jogadores com qualidades suficientes para, nos momentos derradeiros, marcarem a diferença, casos de Carlos Morais e Olímpio Cipriano, Roberto Fortes e Gerson Gonçalves “Lukeny”, os mais tecnicistas da equipa. />Do quarteto, apenas Morais, capitão de equipa, tem feito jus aos predicados individuais. Primar pelo jogo colectivo, aliando os princípios que regem o basquetebol, como circulação de bola pelo base, postes e extremos é um dos apelos feitos à equipa. A melhoria das médias é outra das imposições à Gi e pupilos, que nos lançamentos de dois pontos obtiveram um percentual de 40,5 contra 59,1 do adversário. Nos três pontos muito aquém, os hendecacampeões têm 23,7 de média e os penta-campeões 34,8. Da linha de lances livres a percentagem de 63,4, de Eduardo Mingas e companheiros, é superior a de Faye Mouhammad e compatriotas, 54,5 por cento.
Surpreendentemente, por ser morfologicamente inferior, a Selecção detém vantagem nos ressaltos ofensivos e defensivos, com 12,3 e 29,3, fazendo um total de 41,7 de média. Já o Senegal, obteve 11 ofensivos e 27 defensivos, 38 no computo do geral.
As perdas de bola tem sido outro dos incómodos causados pelos jogadores angolanos na generalidade. Neste item a média é de 12,7 superior a do opositor, com dez. Ao não conseguir circular de modo eficaz o esférico, o conjunto mais vezes campeão da bola ao cesto africana arrisca-se a sofrer pontos, daí a necessidade de manter os níveis de concentração acima do normal.
O número de faltas, onde tem de média 23,7 é outro dos pormenores a ser acautelado por Yannick Moreira, Felizardo Ambrósio e Sílvio Sousa, três dos jogadores mais faltosos da equipa.
Por sua vez, os senegaleses, co-organizadores da primeira etapa do evento, cometem em cada desafio 17,3 faltas. Obrigar os  seuspostes a cometerem faltas, para desta forma condicionar-lhes, tem de ser uma das estratégias de Manuel Silva “Gi”.

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