Desporto

Angola vence anfitriãs no Africano em Bamako

Armindo Pereira |

A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol somou ontem o segundo triunfo, na luta pelo resgate do título continental, ao vencer as anfitriãs, em Bamako, por 68-59, na segunda jornada do Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, com os já favoráveis 24-22, ao intervalo.

Italee Lucas voltou a comandar ontem a equipa nacional diante da selecção maliana
Fotografia: Fiba.com

Disputada no Palácio dos Desportos, a partida  registou atraso de uma hora. Com o recinto completamente lotado, adivinhava-se um jogo difícil para as angolanas. E não foi diferente, embora as equipas tenham abordado os instantes iniciais com elevadas cautelas defensivas, mas as anfitriãs tomaram conta do jogo.
Três perdas de bola consecutivas da Selecção Nacional foram bem aproveitadas pelas adversárias. Jaime Covilhã solicitou o primeiro desconto de tempo, após a desvantagem por 9-4, no sentido de reajustar defensivamente a equipa.
A base Italee Lucas foi alvo de uma marcação sem precedentes, depois de uma “excelente” prestação na jornada inaugural. Não conseguia  exteriorizar o seu jogo ofensivo, quer nas penetrações à zona restritiva, para terminar em bandeja alta, quer nos lançamentos de longa distância.
Nesta altura o Mali conseguia levar água ao seu moínho, mercê da vantagem de dez pontos (14-4). O combinado nacional parecia órfão de ideias para reverter a situação. Numa assentada, Jaime Covilhã substituiu quatro jogadoras, mantendo apenas Clarisse Mpaka em campo.
A escassos segundos do final do primeiro período, Angola conseguiu seis pontos e reduziu para 21-11. As jogadoras mais altas do Mali faziam a diferença no ataque. Atento a isso, Covilhã lançou duas bases, no sentido de dar mais velocidade, alteração que baralhou o sistema defensivo adversário.
O segundo período foi determinante, porquanto as atletas orientadas pelo técnico francês Sylvain Lautie ficaram oito minutos sem marcar qualquer ponto. Fruto da maior mobilidade e circulação de bola, as angolanas conseguiram vencer o parcial por 13-2 e sair em vantagem para o intervalo.          

Força do jogo exterior

O jogo exterior do “cinco” nacional esteve em evidência no reatamento. No espaço de 40 segundos Ana Gonçalves converteu dois lançamentos e Rosa Gala conseguiu um arremesso de dois pontos.   
Fruto de alguma passividade defensiva, o Mali voltou a equilibrar a partida. Assistia-se um jogo com parada e resposta. As malianas anularam a desvantagem de oito pontos, fixando a igualdade (45-45), a segundos do último período.
Do lado do combinado angolano o protagonismo era dividido por Ana Gonçalves e Italee Lucas. Jaime Covilhã sabia que para garantir a vitória a equipa precisava de estabilidade emocional. As jogadoras exploravam melhor o tempo de ataque e tiravam proveito dos erros que o Mali cometia na defesa.
Nos instantes finais, as anfitriãs pressionaram o campo inteiro, travando com faltas as saídas de Angola para o ataque.   
Para o mesmo grupo, os Camarões, finalistas na edição de 2015, que pretendem melhorar o desempenho obtido na última presença africana e tentar conquistar o seu primeiro título, ainda não se encontrou nesta 23.ª edição do Afrobasket. Voltaram a perder com a Costa do Marfim, por 54-57, ao passo que a Tunísia superou, por 96-51, a República Centro Africana.
Na terceira jornada, Angola mede forças com a Tunísia, às 14h00. Pela qualidade exibida nas duas primeiras partidas, as angolana são favoritas à conquista da terceira vitória.
O Mali defronta, às 18h30, a RCA, num jogo importante para as donas da casa, que procuram evitar o cruzamento com adversários de peso, na segunda fase.

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