Desporto

Petro e Libolo aquecem o Multiusos do Kilamba

Armindo Pereira

O Petro de Luanda vai procu-rar ganhar vantagem, quando receber o Sport Libolo e Benfica, hoje, às 18h00, no Multiusos do Kilamba, no destaque dos play-off das meias-finais da 40ª edição do Campeonato Nacional sénior masculino de basquetebol, a melhor de cinco jogos.

Equipa militar foi obrigada a um prolongamento para vencer a primeira de cinco partidas
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

A intenção foi manifestada pelo técnico principal dos tricolores, Lazare Adingono, tendo adiantado a boa preparação que a equipa fez na antecâmara da recepção aos encarnados da vila da Calulo. O número de vitórias obtidas na fase regular da prova já não contam nesta fase, segundo o treinador.
“Os bons resultados só podem ser alcançados com a determinação e entrega de todos. Obtivemos mais vitórias, mas isso faz parte do passado. Nesta fase da competição existe pouca margem para erros, e nós estamos conscientes disso. Cada jogo desta eliminatória será encarado como uma final”, revelou.
A meta passa por vencer, mas com uma exibição convincente. Nas sessões de treinos desta semana, o técnico chamou a atenção para se cometer o menor número de erros possível, dada a experiência de alguns jogadores que integram o plantel do Libolo.
“O Libolo possui um plantel que dispensa apresentações. Tem grandes executantes, é bem orientado tecnicamente e tem um conjunto capaz de reverter a situação, sempre que se encontra em desvantagem”, acautelou.
Gerson Lukeny, Leonel Paulo e Childe Dundão são os principais carregadores de piano da turma do Eixo Viário, ao passo que Olímpio Cipriano, Milton Barros, Roberto Fortes e Benvindo Kimbamba são os veteranos que podem fazer a diferença. 
 Por seu turno, o técnico principal do Libolo, Raul Duarte, está confiante numa boa prestação, rumo à revalidação do título. Depois de deixar escapar a reconquista da Taça de Angola, os encarnados têm as baterias voltadas para o nacional da bola ao cesto.
A equipa conseguiu manter o equilíbrio, apesar da saída de jogadores fundamentais do “cinco” base, com realce para Reggie Moore, além dos norte-americanos Jakel Foster e Andre Harris, sem haver qualquer pronunciamento oficial da direcção do clube.
Raul Duarte sempre deixou claro que acredita no potencial dos jogadores que integram o plantel. É com estes que pretende contar, para discutir o título da temporada'2018 com os demais candidatos. Para esta recta final, a equipa vai apresentar uma postura mais consistente, segundo o treinador.
“Temos que ter um comportamento completamente diferente ao dos jogos em que as coisas não correram bem para nós, ser capazes de fazer o nosso trabalho defensivo, para aumentar as nossas possibilidades de sair vencedores”, disse.

Vitória sofrida
Ontem, no primeiro jogo das meias-finais, o 1º de Agosto teve de puxar dos galões para levar de vencida a equipa do ASA, por 84-79, após prolongamento, em função da igualdade a 72 pontos registada no tempo regulamentar, numa partida marcada pela postura da turma do aeroporto, que impôs um equilíbrio do princípio ao fim.
Os aviadores começaram por assumir as despesas da partida, apesar de estarem a jogar no reduto do adversário, mas motivados pela excelente exibição patenteada nos quartos de final, onde “deixou por terra” a equipa do Interclube.
Bem perto do final do primeiro quarto, os militares conseguiram reverter a desvantagem e saíram triunfantes, por 20-16, proeza que repetiram no quarto seguinte (38-36), após lançamento do base Hermenegildo Santos, a escassos segundos do intervalo maior.
 No reatamento, o 1º de Agosto procurava alargar a vantagem, mas do outro lado teve sempre um adversário à altura, com jogadores aguerridos dispostos a anular os intentos dos donos da casa. O ASA  venceu, por 22-20, o terceiro quarto.
As duas equipas entraram para o derradeiro período empatadas a 58 pontos. Foi me-lhor o recomeço dos aviadores, que conseguiram marcar oito pontos e mantiveram a inviolabilidade do seu cesto, nos primeiros quatro minutos.   
Bem na recta final, o árbitro António Samuel assinalou uma falta algo duvidosa, permitindo aos militares igualarem a partida. No prolongamento, esteve em evidencia a  maior experiência dos militares, que garantiram a primeira vitória.O próximo jogo acontece, amanhã, no mesmo recinto.

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