Petro tem tarefa difícil

Anaximandro Magalhães |
21 de Abril, 2017

Fotografia: José Soares | Edições Novembro

Petro de Luanda-Progresso Sambizanga, no Pavilhão Gimnodesportivo da Cidadela, e Interclube-Desportivo da Marinha, no 28 de Fevereiro, ambas a disputar-se hoje às 18h00, são as partidas de maior relevância dos quartos-de-final e de grau de dificuldade elevado para os referidos intervenientes rumo à qualificação para as meias-finais dos “play-off” da 39ª edição do Campeonato Nacional sénior masculino de basquetebol, BIC-Basket.

O arranque dos “quartos”, jogados a melhor de três jogos, reserva ainda para a mesma hora os não menos aliciantes 1º de Agosto-ASA, no Pavilhão Victorino Cunha, e Recreativo do Libolo-Universidade Lusíada.
Teoricamente, os petrolíferos às ordens do camaronês Lazare Adingono e os polícias liderados pelo português Alberto Babo são os favoritos diante dos sambilas e marinheiros, orientados pelos angolanos Alberto de Carvalho "Ginguba" e Paulo Macedo, treinadores cujas carreiras registam passagem no cargo de seleccionador da Selecção Nacional sénior masculina com a qual se sagraram campeões africanos das nações em anos distintos, 2007 o primeiro e 2013 o segundo.
Os números contrariam a teoria, pois, na prática, o referido quarteto de equipas soma derrotas e vitórias nos jogos entre si, referentes à primeira e segunda voltas da fase regular e de grupos. Três vitórias, por 81-69, 103-82 e 95-76, e  uma derrota, por 87-97, é o saldo dos tricolores diante dos sambilas. Os marinheiros detêm um arquivo semelhante e suplantaram o adversário em três das quatro ocasiões, 82-71, 66-62 e 84-82, os polícias venceram o primeiro encontro, por 78-73, apenas no passado sábado, no encerramento da fase de grupos.
Mesmo em vantagem nos duelos directos, Macedo e pupilos não se assumem como favoritos tendo em conta a composição dos respectivos plantéis e a mais-valia dos recursos humanos de ambas as formações, os do conjunto dos bombeiros melhor dotados na técnica individual.
Histórica e culturalmente habituado a conquistar campeonatos, razão pela qual é a segunda equipa mais titulada da bola ao cesto “doméstica” o Petro, a atravessar um momento menos conseguido, é obrigado a encarar o antagonista desta noite como se de um colosso do basquetebol se tratasse, sob pena de ficar arredado da penúltima etapa, a exemplo do que aconteceu recentemente na Taça de Angola.
Tarefa menos difícil têm os agostinos e os libolenses cuja liderança técnica está sob a batuta dos espanhóis Ricard Casas e Hugo López. Menos capazes, aviadores e estudantes, sob a batuta dos angolanos Carlos Dinis e Raul Duarte, estão focados em fazer evidenciar o factor surpresa. Contrariamente aos dois jogos, este regista apenas vitórias das equipas mais competentes, 1º de Agosto, campeão nacional, e Libolo, segundo classificado.

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