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Polícias e águias discutem presença nas meias-finais

Anaximandro Magalhães |

Interclube e Sport Libolo e Benfica discutem hoje, a partir das 15h45, no Pavilhão Multidisciplinar de Radès, na Tunísia, a presença nas meias-finais da 31.ª edição da Taça dos Clubes Campeões sénior masculino de basquetebol.

Disputa entre equipas angolanas marca a caminhada rumo às meias-finais da Taça dos Clubes
Fotografia: M.Machangongo | Edições Novembro

Polícias às ordens de Alberto Babo e libolenses comandados por  Raul Duarte sabem que o desafio desta tarde assume cariz de final, pois quem perder fica automaticamente afastado da penúltima etapa da segunda competição mais importante do calendário de provas da FIBA-África.
Após o apito final do trio de árbitros, Angola fica dependente de uma equipa para manter acesa a esperança de resgatar o troféu em posse dos egípcios do Al Ahly.
No espaço de dois meses e alguns dias, Interclube e Libolo disputaram cinco jogos, com a particularidade desta ser uma disputa de estreia na Taça dos Clubes, por estarem presentes na prova simultaneamente pela primeira vez.
Nas cinco partidas já realizadas, o Interclube ganhou três e perdeu duas, números que em teoria lhe conferem alguma vantagem. Mas Babo e pupilos sabem que não passa disso mesmo.
Os triunfos da formação adstrita ao Ministério do Interior foram por 79-76 e 82-72, nos Torneios Victorino Cunha e da FESA, tendo sido o mais memorável por 82-79, na conquista inédita da Supertaça Wlademiro Romero, troféu que marca a abertura da época doméstica.
Por sua vez, os calulenses suplantaram o conjunto dos bombeiros, no Zonal VI, por 66-59,  e 101-91, na primeira jornada do Campeonato Nacional, Unitel-Basket.
Tratando-se de um jogo único, as probabilidades de vitória são repartidas, além de que Raul Duarte e Alberto Babo sabem de antemão a necessidade dos seus pupilos terem de cometer o menor número de erros possível.
Para vergar o adversário, Egídio Ventura, José Salvador, Fidel Cabita, Paulo Santana, Alexandre Jungo, Miguel Kiala e Adilson Ramos têm de fazer diferente, em relação aos últimos desafios do Grupo A, em que perdeu diante do AS Salé e Etoile Radès.

Virtude da defesa
Defender com agressividade, não extravasando os limites permitidos pelas regras de arbitragem, é uma das condições. A Olímpio Cipriano, Milton Barros, Roberto Fortes, Francisco Sousa, Benvindo Quimbamba, Manda João, Joseney Joaquim, António Deográcio, Andre Harris e Jekel Foster exige-se a mesma postura ofensiva e defensiva demonstrada frente ao Ferroviário da Beira, para deste modo materializarem o objectivo.
Na disputa da fase preliminar, sorteado no Grupo A, o Interclube ganhou três jogos e perdeu dois, razão pela qual ocupou a terceira posição, com oito pontos, e deste modo cruzou com o Libolo, que na Série B ganhou e perdeu na mesma proporção dos polícias, mas conseguiram, pela diferença de pontos marcados e sofridos, conquistar o segundo lugar.
Quem ganhar defronta o vencedor do Ferroviário (Moçambique) - Association Sportive de Salé (Marrocos), partida que abre os quartos-de-final às 13h30.
Quarto classificado do Grupo B, com sete pontos, o Ferroviário vai ter certamente muitas dificuldades para vergar o AS Salé, primeiro do A, com nove pontos.
Hoje jogam ainda, às 18h00 Groupement Sportif des Pétroliers- Etoile Sportive Radès, às 20h15 o City Oilers defronta o Union Sportive Monastir, enquanto para as classificativas do nono lugar medem forças Gombe Bulls e Kano Pillars, às 9h00, e às 11h15 ASB New Mazembe-ASB Mazembe.

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