Desporto

Selecção de basquetebol a um triunfo da outra fase

Anaximandro Magalhães |

As três vitórias na primeira mão encurtaram o trilho e isolaram, com seis pontos no grupo C, a Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol no despique por um lugar na derradeira fase do Torneio Africano de Qualificação para o Campeonato do Mundo, a decorrer de 31 de Agosto a 15 de Setembro de 2019, na China.

Unidade foi determinante para terminar a fase da eliminatória sem consentir derrota
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Com as vitórias alcançadas na primeira mão, Marrocos, por 62-56, Egipto, 68-64 e 73-64, diante do Congo Democrático, Angola tem presença praticamente garantida na outra etapa, embora seja necessário jogar ainda de 29 de Junho a 1 de Julho, do próximo ano, no Egipto, a segunda-mão do torneio.
O Egipto, segundo classificado com cinco pontos, o Marrocos, terceiro com quatro, e o Congo, último com três, estão também em busca do apuramento. Nesta fase, qualificam-se os três primeiros classificados de cada um dos quatro grupos, compostos por igual número de selecções.
Do lote de equipas da série da selecção, saem três para integrar o grupo E. O mesmo sucede com as que compõem o A, liderado pela Tunísia, com seis pontos, seguida pelos Camarões, cinco, Chade, quatro, e Guiné, última, com três. Os quartos classificados ficam de fora da disputa. Nos grupos E e F, qualificam-se para o mundial os dois primeiros classificados  e o melhor terceiro das duas séries. 
Os grupos B, constituído pela Nigéria, Mali, Ruanda e Uganda, e o D, pelo Senegal, Moçambique, Costa do Marfim e República Centro Africana (RCA), jogam a primeira mão de 23 a 25 de Fevereiro. As três primeiras classificadas de cada série vão constituir o grupo F de apuramento.A disputa da fase derradeira está reservada para os períodos de 13 a 17 de Setembro de 2018, de 29 de Novembro a 3 de Dezembro e de 21 a 25 de Fevereiro de 2019.
Angola já marcou presença nos mundiais de 1986, em Espanha, Argentina (1990), Canadá (1994), Estados Unidos (2002), Japão (2006), Turquia (2010) e Espanha (2014). Em terras japonesas, a selecção obteve a melhor classificação de todos os tempos, ao ocupar a nona posição. Alberto de Carvalho “Ginguba”, foi o técnico responsável pela proeza. Desde que começou a disputar mundiais, a Selecção Nacional falhou apenas o de 1998, na Grécia, depois de ter perdido o Afrobasket´1997, onde foi terceira classificada.

Números da selecção
Duzentos e três pontos marcados e 184 sofridos, uma média de 67,6 convertidos e 61,3 consentidos foi o saldo da selecção na primeira-mão. Nos números, os hendecacampeões foram os que menos pontos sofreram, 184, seguidos do Egipto, com 192, 64 de média por partida.
Neste particular, o Congo com 226, 75,3 por desafio foi o mais vulnerável. O Marrocos foi o segundo com 210, 70 no geral. A selecção mais produtiva desta primeira-mão  foi a marroquina, com 207 pontos, um percentual de 69 por encontro.

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