Desporto

Selecção ugandesa na primeira ronda

Anaximandro Magalhães

A Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol nunca falhou o resgate do ceptro, após a perda do título de campeã africana das nações, Afrobasket. É com esta pressão que os 12 jogadores, escolhidos pelo seleccionador, Manuel Silva "Gi", abordam a disputa da 29.ª edição da competição, a decorrer de 8 a 16 de Setembro, pela primeira vez em dois países, Tunísia e Senegal.

Angola tem a Nigéria como principal adversário
Fotografia: Edições Novembro

As gerações anteriores, independentemente da estreia de novos atletas, conseguiram recuperar sempre a taça. Iniciado na senda dourada há mais de duas décadas, o "cinco" nacional, venceu de modo consecutivo os Afrobasket  de 1989, 1991, 93 e 95 (os três primeiros com Victorino Cunha), falhou  a revalidação em 1997 sob o comando do malogrado Wlademiro Romero (campeão em 95), curiosamente em Dacar, Senegal,  cidade que este ano alberga duas séries da prova, apenas na fase preliminar, de 8 a 10 de Setembro. Orientada em 1999 pelo luso-guineense Mário Palma, no segundo Afrobasket organizado em Luanda, depois de 1989, Angola recuperou, no Gimnodesportivo da Cidadela, o troféu até aquela data em posse do Senegal.
Jean Jacques da Conceição, Ângelo Victorino, David Dias, Aníbal Moreira, em ano de estreia de Cristóvão Suingue, Joaquim Gomes "Kikas" e Carlos Almeida, só para citar estes, eram alguns dos nomes que pontificavam no grupo às ordens de Palma, campeão também em 2001, 2003 e 2005, ano em que lançou para a ribalta Carlos Morais, Olímpio Cipriano, Eduardo Mingas e Armando Costa. Em 2007, Alberto de Carvalho "Ginguba", no último campeonato organizado em Luanda, e primeiro disputado em cinco cidades-sede, foi o responsável pela consagração, e em 2009, o luso-moçambicano Luís Magalhães ergueu o ceptro.
Com 10 campeonatos no palmarés, a melhor safra de uma selecção no continente, Angola contrata, em 2011, o francês Michel Gomez, treinador que se revelou de má memória para os angolanos, e protagonista de um facto até então inédito, ao ser despedido na segunda jornada do Afrobasket, de Antananarivo, Madagáscar.
Neste ano, sob orientação de Jaime Covilhã, coadjuvado por Artur Barros, a Selecção perde a final para a Tunísia. Em 2013, em Abidjan, Costa do Marfim, a façanha de reaver a taça coube ao angolano Paulo Macedo.
Macedo fez regressar para o seio do grupo Carlos Almeida, preterido em 2011.
Nas vestes de capitão, Almeida conseguiu juntamente com outros calejados, Mingas,  Morais, Armando e Cipriano, a que se juntaram os estreantes Reggie Moore, Hermenegildo Santos e Edson Ndoniema, revelar-se determinante ao materializar a conquista do 11º campeonato. Na Tunísia, em 2015, Angola, com o espanhol Moncho López na condução dos destinos técnicos, perdeu a final, frente à Nigéria.
Este ano, naquele país do Magreb, os hendecacampeões estão obrigados a ganhar, sobretudo por esta edição do Africano das Nações ser jogada pela última vez nos actuais moldes.
Detentores de quatro campeonatos, Carlos, Eduardo, Olímpio e Armando, secundados por Felizardo Ambrósio "Miller", Milton Barros e Leonel Paulo, podem, caso mereçam a confiança de Gi, segurar as pontas do balneário e convergi-lo para a materialização do objectivo.
Este leque de atletas quer, tal como as gerações anteriores, inscrever o nome entre os memoráveis, ainda que estreiem Sílvio Sousa ou Bruno Fernandes, Gerson Domingos ou Gerson Gonçalves "Lukeny",  que tiveram a primeira internacionalização no Torneio Pré-Olímpico, no ano passado, na Sérvia.    Campeão africano Sub-16 e 18, em 2013 e 2016, Gi, coadjuvado por Miguel Lutonda e Benjamin Ucuahamba "Avô", tem na maior competição do calendário de competições da FIBA-África um teste "duro".
 Hoje, a Selecção Nacional regressa ao trabalho, novamente em regime bidiário, no Pavilhão Multiusos Arena do Kilamba. Ataques cinco contra cinco, bloqueios defensivos directos, rotação defensiva, defesa homem a homem, ataques com reposição da bola na linha final e lateral são alguns dos exercícios a serem trabalhados, para além do aperfeiçoamento da técnica individual, onde são privilegiados os lançamentos livres, de dois e três pontos. Manuel Silva tem à disposição Armando Costa, Gerson Domingos, Milton Barros e Hermenegildo Santos (bases), Roberto Fortes, Pedro Bastos, Carlos Morais, Leandro Conceição, Gerson Gonçalves, Edson Ndoniema,Olímpio Cipriano, Alexandre Jungo e Leonel Paulo (extremos), Reggie Moore e Eduardo Mingas (extremo-poste), e os postes Felizardo Ambrósio, Yannick Moreira e Teotónio Dó.

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