Desporto

Tribunal penhora contas bancárias do 1.º de Agosto

Anaximandro Magalhães

O Tribunal Provincial de Luanda penhorou as contas do Clube Desportivo 1º de Agosto, nos bancos, Africano de Investimento e Económico, face a uma dívida de noventa e cinco mil dólares. A mesma é parte do débito global de 162 mil e quinhentos, valor  que o clube militar ficou a dever ao basquetebolista norte-americano, Cedrick Isom.

Fotografia: José Soares| Edições Novembro

A 1.ª secção da Sala de Trabalho estabelece o prazo de cinco dias, findos hoje, para que o Clube Central das Forças Armadas Angolanas, presidido por Carlos Hendrick, se pronuncie. O Jornal de Angola apurou que o facto dos militares do Rio Seco, não terem honrado o compromisso de liquidar, em tempo útil, as parcelas previamente estabelecidas, está na base da decisão do tribunal.
O acordado extrajudicial, alcançado entre as partes o ano passado, previa o pagamento de 67 mil e 500 dólares norte-americanos, a serem pagos até Junho do ano transacto.  A posterior, seriam liquidados 22 mil e 83 dólares, de modo faseado, em três prestações mensais, de Junho a Setembro. A última quota, no valor de 29 mil e 250 dólares seriam liquidadas em Outubro.Contactado pelo Jornal de Angola, o director-geral do 1.º de Agosto, Fernando Barbosa "Barbosinha", garantiu "não é verdade que as nossas contas foram bloqueadas. Estamos a movimentá-las normalmente".
Prosseguindo, a antiga glória do basquetebol dos rubros e negros assegurou "nunca foi nem é nossa intenção arrastarmos a dívida por este longo período. Infelizmente temos de fazer pagamentos em dólares e neste momento não é fácil transferir somas avultadas e 95 mil dólares é um valor alto para os bancos comerciais disponibilizarem-no".
Para finalizar, Barbosinha defende "estamos a envidar esforços no sentido de até o próximo mês resolvermos de uma vez por todas esse assunto. Lamentamos a forma pouco profissional como o agente do jogador tratou a questão nos meios de comunicação, pensamos que existem canais próprios para abordarmos a questão", concluiu.

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