Desporto

William Voigt reduz grupo de convocados da selecção

Anaximandro Magalhães |

Os bases José Salvador e Carlos Cabral “Ketson”, o extremo Mohamed Malick Cissé e o poste Hermenegildo Bunga são os primeiros jogadores preteridos pelo seleccionador nacional sénior masculino de basquetebol, William Bryant Voigt.

William Voigt explica conceitos de jogo aos atletas nas sessões que têm marcado o início da preparação em Luanda da corrida ao Campeonato do Mundo
Fotografia: M. Machangongo | Edições Novembro

Salvador, jogador de 27 anos, 1,80 metros, afecto ao Interclube, Cabral, 22 e 1,88, do 1.º de Agosto, não entram nas contas de Voigt, tendo em vista a disputa do Torneio Africano de Qualificação para o Campeonato do Mundo, cuja primeira “mão” decorre de 24 a 26 do corrente, em Luanda.
O afastamento dos jogadores, apurou o Jornal de Angola de fonte próxima ao técnico, deveu-se a questões técnicas e de peso. Hoje, após a dupla sessão de treino, no Pavilhão Anexo II da Cidadela Desportiva, o treinador de nacionalidade norte-americana, 41 anos, pode voltar a prescindir dos préstimos de mais um ou dois atletas.
Para William Voigt, o objectivo passa por reduzir o grupo para, deste modo, “trabalharmos com melhor qualidade. Eram muitos os atletas ao nosso dispor. Queremos conhecê-los. Por essa razão pensamos que este procedimento vai ajudar-nos a materializar a nossa pretensão”.
Sem a presença do extremo Carlos Morais, jogador do Sport Lisboa e Benfica (Portugal), e dos postes Yannick Moreira, do Parma Basket (Rússia) e Valdelício Joaquim “Vander”, do Obras Sanitárias (Argentina), o “cinco” nacional volta a trabalhar na implementação dos ataques e na assimilação da filosofia táctica.
Morais, soube o JA, chega ao país no domingo. Já Yannick e Valdelício encontram-se em situação mais delicada.
Foram convocados ainda Gerson Domingos (bases), Edson Ndoniema, Leandro Conceição, Edmir Lucas, Gerson Gonçalves “Lukeny”, Olímpio Cipriano, Roberto Fortes, Ngombo Rogério e Carlos Morais (extremos). Islando Manuel, Leonel Paulo, Reggie Moore, Fidel Capita e Alexandre Jungo (extremo-postes). Felizardo Ambrósio, Eduardo Mingas, Teotónio Dó, Miguel Kiala, Yannick Moreira e Valdelício Joaquim (postes).

Arranque do torneio

A Selecção Nacional está a 10 dias do início da disputa do Torneio. 
Angola vai competir no Grupo C da prova qualificativa para a 18.ª edição do Campeonato do Mundo, a decorrer de 31 de Agosto a 15 de Setembro de 2019, na China, ao lado de Marrocos, com quem estreia a 24 de Novembro, Egipto, adversário na segunda jornada (dia 25) e Congo Democrático (26), no fecho do primeiro turno.
Nos mesmos dias defrontam-se as equipas do Grupo A, constituído pela Tunísia, campeã africana das nações, Afrobasket, Camarões, Guiné Conacri e África do Sul.
De 23 a 25 de Fevereiro entram em cena, para o primeiro de dois tira-teimas, as selecções que compõem os Grupos B, Nigéria, Mali, Ruanda e Uganda, à semelhança do  D, integrado pelo Senegal, Moçambique, Costa do Marfim e República Centro Africana (RCA).
Na segunda fase da eliminatória, todas as selecções jogam de 29 de Junho a 1 de Julho do próximo ano. Os encontros, referentes à primeira e segunda fases, devem ser disputados também de forma concentrada pelas distintas selecções, em país não divulgado ainda pelo órgão reitor da modalidade no continente.
Para a última etapa, as equipas, agrupadas em número de seis por série, é designada por E e F, para discutir os cinco passes para o Mundial. O Grupo E será formado pelos segundos e terceiros classificados dos Grupos A e C, e o F é integrado pelas selecções que ficarem na segunda e terceira posições do B, mais o primeiro do D.
Os desafios estão reservados para os períodos de 13 a 17 de Setembro de 2018, 29 de Novembro a 3 de Dezembro e 21 a 25 de Fevereiro de 2019. O Mundial na China, o primeiro em mais de 66 anos de história da competição, testemunha a presença insólita de 32 selecções.

  Técnico Lazare Adingono realça trabalho feito na base do Petro

O treinador
do Petro de Luanda Lazaré Adingonó enalteceu ontem, na capital, o trabalho efectuado nos escalões de formação do clube, o que tem contribuído para o surgimento de novos valores, quer para as equipas seniores da agremiação quer para as respectivas selecções.
Para o camaronês, técnico da equipa sénior masculina de basquetebol, os atletas que vieram da base conseguiram firmar-se nos seniores em pouco tempo e muitos deles já são referências, como Gerson Gonçalves, Childe Dundão, Joaquim Pedro, Pedro Bastos, Teotónio Dó, entre outros.
“Apesar das constantes saídas, a nossa estrutura continua forte, tudo porque os treinadores da base têm estado a trabalhar arduamente”, disse, realçando que a presença de jogadores jovens do Petro de Luanda nas selecções de juvenis e juniores mostra mais uma vez que a escola do  clube continua a lançar novos talentos para a equipa sénior.
Apesar de não conquistarem qualquer título, o técnico fica satisfeito, por cumprirem com os objectivos da direcção, que passavam por ficar nos três primeiros lugares na classificação geral
A defesa pressionante dos petrolíferos é um dos caminhos apontados para a Selecção Nacional, caso queira voltar a ter sucesso no continente, depois de ter visto o título africano ser conquistado pelas congéneres da  Nigéria e da Tunísia, nos últimos quatros anos.
William Voigt, norte-americano campeão continental pela selecção nigeriana, é a aposta do elenco federativo presidido por Hélder Cruz “Maneda”, para alterar o quadro de insucesso da equipa mais titulada de África.

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