Desporto

Beto Bianchi promete jogo ofensivo no Egipto

Honorato Silva

Em franco crescimento competitivo, o Petro de Luanda está em Alexandria apostado em conquistar pontos, amanhã às 20h00, frente ao Zamalek do Egipto, no Estádio Borg el Arab, na terceira jornada do Grupo D da Taça da Confederação Africana de futebol, prova que homenageia Nelson Mandela, antigo líder pan-africanista da África do Sul.

Petrolíferos pretendem regressar da cidade de Alexandria com pontos na bagagem
Fotografia: José Cola | Edições Novembro

Terceiros classificados, com três pontos, os tricolores orientados por Beto Bianchi afastam o cenário de jogar para não perder. “É impossível alguém defender durante 90 minutos. Vamos manter a nossa postura, sempre focados no ataque à baliza do adversário, sem perder a consistência defensiva. Agora, é normal que nos instantes finais sejamos mais conservadores. Defender frente ao Zamalek, que tem um ataque muito forte, é um autêntico suicídio. Mas queremos pontuar”, afirmou confiante o treinador.
A vitória (2-1) na ronda anterior, na recepção ao Gor Mahia do Quénia, fez crescer a confiança dos petrolíferos. Dentre várias lições, os únicos representantes de Angola nas Afrotaças ficaram certos de que possuem argumentos futebolísticos para discutir a presença nos quartos-de-final da competição.
O empate (0-0), quarta-feira na visita ao Sagrada Esperança, no jogo que encerrou a sexta jornada e, consequentemente, a primeira volta do Girabola, não abalou as hostes tricolores, apesar do atraso na perseguição ao arqui-rival 1º de Agosto, principal opositor na disputa do título. Dos jogadores que têm sido utilizados com frequência, Job, “capitão” de equipa, é o único caso clínico, ainda assim seguiu viagem com o grupo: “Ele treinou limitado, porque sofreu um golpe no joelho. Mas até ao jogo temos muito tempo, pois vamos jogar apenas no domingo (amanhã)”, tranquilizou Bianchi.
Consolidado o processo defensivo, cujo sector é formado por Élber, Diógenes, Wilson, Danilson e Eddie Afonso, a preocupação dos tricolores prende-se com o meio campo. Nari tem a concorrência de Herenilson, que reivindica a titularidade, depois de ultrapassada a lesão. Manguxi, Job e Mateus são igualmente opções, enquanto os brasileiros Tiago Azulão e Toni garantem as despesas do ataque.
Apesar de visitar um adversário de elevado potencial competitivo, a equipa angolana está preparada para enfrentar o ambiente de Alexandria, em função da experiência retirada do jogo diante do Nasr Hussein Dey da Argélia, que venceu por 2-1, na estreia.
Na última posição, com apenas um ponto somado, o Zamalek encara o desafio como final, pois qualquer resultado contrário à vitória reduz as hipóteses de apuramento, cenário que leva a prever dificuldades acrescidas para os tricolores.

Gor Mahia explora conforto caseiro

Surpreendido em Luanda, o Gor Mahia aposta no factor casa para criar vantagem na discussão da primazia do Grupo D, com o triunfo amanhã às 16h00, frente ao Nasr Hussein Dey, primeiro classificado, quatro pontos.
A formação queniana, segunda colocada da série, com os mesmos três pontos do Petro, almeja repetir o sucesso assinado diante do Zamalek, candidato que foi surpreendentemente vergado por 2-4, mas sem voltar a passar pelo desconforto de estar a perder diante dos seus adeptos.
O turco Hassan Oktay, técnico do Gor Mahia, prometeu, no Estádio 11 de Novembro, regressar ao trilho das vitórias já nesta jornada. Para tal, conta com os préstimos do avançado ruandês Jacques Tuyisenge, “abono de família” da equipa, impedido de jogar em Luanda, por acumulação de cartões amarelos. Samuel Onyango, Omondi, Shakava e Achieng alargam as opções do treinador.
A equipa argelina tem em prontidão os médios Faonzi Yaya, Hocine El Orfi, Abderrahmane e Landry Ntankeu, bem como os avançados Ahmad Gasmi e Ilyes Yaiche, referências do plantel, para defender a liderança do grupo.

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