Desporto

Camarões saem da greve com vontade de conquista

Honorato Silva | Suez

No centro das atenções pelas piores razões, dada as peripécias registada na fase final da preparação, ao ponto de beliscar o estatuto de detentores do título, os Camarões começam a competir no Grupo F, diante da Guiné-Bissau, hoje às 18h00, em Ismailia.

Comandados do holandês Clarence Seedorf querem dar mostra da força competitiva
Fotografia: DR

Orientados pelo holandês Clarence Seedorf, uma referência do futebol mundial, os Leões Indomáveis desembarcaram no Egipto bem no limite da desqualificação. Os jogadores convocados para a defesa do ceptro continental condicionaram a viagem à regularização de prémios em atraso, facto desabonatório à imagem do país, que perdeu a organização da prova para o Egipto, por falhas na criação de condições.

Mas, greves à parte, os Camarões entram em cena com honras de potência, o “carro chefe” do trio da África do Oeste integrado pela Nigéria e Costa do Marfim, apostado em frustrar o desejo de triunfo dos anfitriões e o ascendente dos também nortenhos Marrocos, Argélia e Tunísia.
Enquadrados no Grupo B de qualificação, os continuadores do prestígio criado pela geração de Nkono, Kunde, Abega e Roger Milla, reforçado por Vivien Foé, Song, Mboma e Eto’o, ocuparam o segundo lugar, com os mesmos 11 pontos do Marrocos.
Donos de um registo de 19 presenças no CAN, os Camarões exigem o respeito da concorrência, por serem, a seguir ao Egipto (7), os mais titulados do continente, com cinco troféus na galeria.
Seedorf, antigo médio defensivo notabilizado ao serviço do AC Milan e da selecção da Holanda, a Laranja Mecânica, apostou num grupo de jogadores focados na conquista da prova. Andre Onana, titular da baliza do sensacional Ajax de Amsterdão, Ambroise Oyongo, Thomas Bong, Christian Bassogog, Eric Choupo-Moting, Carlos Kameni e Georges Mandjeck formam o núcleo duro.
Na segunda participação na fase final do CAN, os Djurtus da Guiné-Bissau, baptizados na edição anterior, com duas derrotas e dois empates, perseguem o primeiro triunfo. E, apesar de reconhecerem o poderio futebolístico do adversário, não afastam a possibilidade de assinatura de um gracejo hoje à noite.
Vencedores do Grupo K, com 9 pontos, à frente da Namíbia (8), Moçambique (8) e Zâmbia (7), os bissau-guineenses comandados por Baciro Candé, trazem para o Egipto uma legião de atletas recrutados na Europa, sobretudo Portugal. Jonas Mendes, Nadjack Cassama, Marcelo Djalo, Rudi Silva, Tomás Dabo, João Jaquité, Romário Baldé e Frederic Mendy destacam-se entre os convocados.

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