Desporto

Campeão joga no Dundo a primeira de três finais

Honorato Silva

Em contagem decrescente para o fim do Girabola 2018/19, o 1º de Agosto disputa frente ao Sagrada Esperança, hoje às 15h00, na cidade do Dundo, a primeira de três finais no percurso que falta cumprir da corrida à conquista inédita do quarto título consecutivo, na prova maior do futebol angolano, feito apenas atingido pelo arqui-rival Petro de Luanda, penta-campeão.

Fotografia: DR

A quatro jogos da conclusão da prova, os militares do Rio Seco chegam à capital da Lunda-Norte apostados em quebrar o enguiço que dura há quatro épocas. A última vez que os rubro e negros venceram no reduto dos diamantíferos foi em 2014, por 2-1, triunfo que deu lugar a uma derrota e três empates, o último dos quais o ano passado, a dois golos, igualmente numa fase de disputa acesa do troféu, com os tricolores.

O desafio de cartaz da 27ª jornada tem a particularidade de colocar os tri-campeões diante do adversário que conseguiu interromper, na primeiro volta, com o empate (3-3), o ciclo de 12 jogos consecutivos, um total de 1080 minutos, do guarda-redes Tony Cabaça sem sofrer golos.
A questão agora é saber se os lundas serão capazes de quebrar também o longo cortejo de um ano e três semanas de invencibilidade dos agostinos, derrotados pela última vez a 3 de Março de 2018, pela Académica do Lobito, por 0-1, no Estádio Nacional de Ombaka.
No comando do Girabola, com 57 pontos, o 1º de Agosto precisa de três vitórias para arrumar a discussão do título antes da última jornada, isso na perspectiva de o Petro vencer os jogos todos. Para tal, Dragan Jovic, técnico bósnio regressado ao clube depois de cumprir um ano sabático, aposta na manutenção da base da equipa utilizada na última semana.
Cabaça está seguramente certo na baliza, atrás de uma cortina defensiva diferente, formada por Paizo, Dani Massunguna (capitão), Yisa e Isaac, dada a ausência do experiente e desequilibrador Bobó, dispensado por razões pessoais. No meio campo devem avançar Macaia, Show, Mongo e Ary Papel, enquanto o ataque fica entregue à dupla Dagó e Mabululu.
Às ordens de Agostinho Tramagal, técnico de créditos firmados no futebol angolano, o Sagrada Esperança, sem qualquer pressão, visto ter a permanência garantida, rejeita desempenhar o papel de “reserva de pontos”. JB, Lulas, Luís Tati, Muenho, Gaspar, Adó Pena, Almeida, Higino, Femi, Guedes e Jiresse possuem argumentos competitivos para voltar a bater o pé ao candidato.

Manter a esperança

Apesar da derrota (0-2), na visita ao Desportivo da Huíla, um grande revés no objectivo de evitar o décimo ano seguido sem erguer o troféu do Girabola, o Petro de Luanda recebe o ASA, às 17h30, no Estádio 11 de Novembro, focado na perseguição ao líder, certo de que o título continua por decidir.
A equipa do Catetão, comandada pelo espanhol Antonio Cosano, vai à procura do regresso aos triunfos, já informado do resultado dos militares no Dundo. Por seu lado, os aviadores às ordens do português José Dinis lutam pela salvação na zona dos aflitos, por isso tudo farão para pontuar.
Jogam ainda hoje Cuando Cubango FC - Bravos do Maquis, Recreativo da Caála – Kabuscorp do Palanca, Sporting de Cabinda – Interclube, Saurimo FC – Desportivo da Huíla, Recreativo do Libolo – Santa Rita de Cássia e Progresso Sambizanga – Académica do Lobito.

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