Desporto

Campeão quer adiamento do jogo com o Interclube

António de Brito

Com o foco no jogo da segunda “mão”, das meias-finais da Liga dos Campeões Africanos, frente ao Esperance de Tunis, a disputar-se dentro de 14 dias no reduto adversário, o 1º de Agosto vai solicitar por escrito ao Conselho Técnico Desportivo da Federação Angolana de Futebol (FAF), o adiamento do jogo diante do Interclube, referente à primeira jornada do Girabola, cujo arranque acontece a 27 do corrente.

Compromisso africano do 1º de Agosto cria indisponibilidade para a jornada inaugural da prova
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Para a cidade de Tunis, o tri-campeão angolano viaja no dia 19 e regressa a 26. Daí a razão do cancelamento do desafio com a formação da Polícia Nacional. Em declarações ao Jornal de Angola, Ivo Traça, treinador-adjunto do 1º de Agosto, garantiu que o jogo da jornada inaugural do campeonato vai ser adiado. “ Vamos jogar no dia 23 e não temos como realizar o encontro com o Interclube. A direcção do clube vai solicitar à FAF o adiamento desta partida”, salientou o técnico assistente da formação militar.
Ao contrário das épocas anteriores, por força do envolvimento do 1º de Agosto nas Afrotaças, segundo Ivo Traça não haverá a abertura de “oficinas”.“ Os trabalhos vão continuar, porque o campeonato está prestes a começar. Não temos como parar. Não prevíamos que as coisas chegariam a tal ponto. É um facto inédito”.

Reforço do plantel

Atendendo aos compromissos na presente época, já que vai estar em três frentes, designadamente Girabola, Taça de Angola e Liga dos Campeões Africanos, o 1º de Agosto reforçou-se com um goleador brasileiro, Ary Papel (cedido por empréstimo pelo Sporting Clube de Portugal), Mabululu (avançado, ex-Domant do Bengo), Nandinho (médio ala, ex-Desportivo da Huíla) e Zé (trinco, ex-Desportivo da Huíla).
O  treinador não revelou o nome do avançado brasileiro, nem a duração do contrato. A informação existente é que é um “matador” por excelência, com média de um golo por jogo. Com esta contratação, a formação do Rio Seco parece ter resolvido as inquietações no ataque.
Na época finda, Mabululu despertou a cobiça da equipa técnica liderada por Zoran Macki. Em 25 jogos disputados, ao serviço do Domant do Bengo, apontou dez golos no campeonato.
Campeão nacional pelo 1º de Agosto, em 2016 e 2017, Ary Papel regressa a uma casa que lhe é querida e onde passou parte da sua vida como futebolista. O habilidosoe criativo médio ofensivo passou por todos os escalões do clube, dos iniciados aos seniores.
Vendido ao Sporting, Ary Papel por não ser opção de José Peseiro preferiu retornar a casa, para ter o número necessário de jogos nas pernas, e quando regressar à formação leonina “explodir”.
Nandinho e Zé destacaram-se igualmente no plantel do Desportivo da Huíla às ordens de Mário Soares, e não passaram despercebidos. Ambos foram fundamentais para a manutenção dos militares da Região Sul no campeonato. “ São em princípio as cinco contratações feitas. Penso que estamos bem servidos nas posições que nos inquietavam. A nossa maior preocupação era o ataque. Com o avançado brasileiro, os golos vão surgir com maior naturalidade”, garantiu o treinador-adjunto do sérvio Zoran Macki.
Instado a comentar sobre as prováveis dispensas de jogadores, Ivo Traça adiantou que o corpo técnico não tenciona mexer na equipa. “Não vamos dispensar nenhum atleta. Teremos um plantel de 30 jogadores, visando a disputa do Girabola, Taça de Angola e Liga dos Campeões”.

Ambições da equipa

Revalidar o título do Girabola, vencer a Taça de Angola e garantir novamente presença na fase de grupos da Liga dos Campeões são as metas definidas por Ivo Raimundo Traça. “O lema é vencer todas as provas em que participarmos. As prioridades passam pela conquista do Girabola e Taça de Angola”, afirmou, acrescentando que as condições estão criadas para o sucesso da equipa nas três competições.
Numa única época futebolística, os jogadores do 1º de Agosto realizaram 42 jogos, sendo 28 para o campeonato e 14 da Liga dos Campeões, desde a preliminar, fase de grupos e meias-finais.“É obra. Estamos a fazer história. Ninguém dava por nós”, concluiu Ivo Traça.

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