Desporto

Competidores dos PALOP têm escassa representação

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) têm poucos representantes nos Jogos Paralímpicos de Londres de 2012, com apenas nove atletas, declarou à Angop o presidente da comunidade para o desporto adaptado, António da Luz.

António da Luz fala em nome da lusofonia
Fotografia: M. Machangongo

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) têm poucos representantes nos Jogos Paralímpicos de Londres de 2012, com apenas nove atletas, declarou à Angop o presidente da comunidade para o desporto adaptado, António da Luz.
Abordando a participação dos africanos que falam português, o angolano afirmou que o reduzido número de atletas é reflexo da falta de apoio dos respectivos governos, ressaltando que Angola é excepção no actual quadro.
O também secretário-geral do Comité Paralímpico Angolano (CPA) referiu que o país participa com quatro atletas. A Guiné-Bissau tem dois, tal como Moçambique, e Cabo Verde inscreveu um.
Eleito na Conferência Internacional do Comité Paralímpico Africano, realizada de 25 a 26 de Maio, em Luanda, António da Luz referiu que o facto de os países não conseguirem a qualificação directa é outro problema, ficando a depender do convite por parte do Comité Paralímpico Internacional (IPC) para a participação.
António da Luz explicou que Angola foi o único país que qualificou os quatros representantes, enquanto Cabo Verde conseguiu uma inscrição directa. Moçambique qualificou apenas um dos dois atletas em Londres, enquanto a Guiné-Bissau, com dois representantes beneficiou da boa vontade do IPC.
O secretário-geral do CPA disse que São Tomé e Príncipe está ausente, alegadamente por não ter conseguido obter os apoios necessários para o efeito.
O antigo basquetebolista referiu que a inversão do quadro passa, primeiro, por convencer os governos a prestarem maior apoio ao desporto adaptado, seguindo-se a realização de formação para técnicos nas distintas modalidades.
António da Luz indicou que Angola é o único representante dos PALOP em Londres em que o apoio governamental tem sido a salvação para a execução de alguns projectos, mas acrescentou que o principal problema reside nas infra-estruturas.
Angola tem-se assumido como potência no atletismo, acrescentou, por ser uma modalidade cuja prática, além de uma pista, não exige grandes meios, sugerindo que, por falta de recintos apropriados, não têm sido massificadas as modalidades de futebol sete, voleibol sentado, ténis e “goal-ball”.

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