Desporto

Congoleses estão alheios à disputa do campeonato

Teresa Luís | Brazzaville

A poucas horas do arranque da 23ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) sénior feminino de andebol, alguns congoleses, da localidade próxima ao Pavilhão Nicola Bao, parecem estar alheios à prova continental, que reúne durante dez dias a elite da modalidade.

Depois de uma ronda pelos quarteirões adjacentes ao recinto desportivo, é visível a falta de placares publicitários a anunciar o CAN e parece haver um “divórcio” entre a selecção anfitriã e o seu público.
No aeroporto internacional, três painéis divulgam o evento, mas nas restantes zonas da cidade de Brazzaville nada se vê.  O Jornal de Angola apurou junto de alguns congoleses haver mais interesse pelo desporto “rei” (futebol) em relação às disciplinas de sala.
Theo Blaise, de 35 anos, destacou a sua paixão pelo futebol e por esta razão pouco sabe sobre o andebol.
“Não tenho tempo. Se fosse futebol eu podia dar um jeito. Além disso estou pouco informado sobre o campeonato,” disse.
Lyda Akera, de 28 anos, corrobora da mesma ideia, ao revelar desconhecimento sobre as jogadoras que pontificam actualmente na selecção do seu país.
“Fiquei a saber ontem do africano. Sou muito ligada ao futebol e já pratiquei. Mas creio no alcance de bons resultados”.
Por sua vez, Claude Nganga afirmou ter poucas expectativas em relação à prova, por reconhecer as capacidades das angolanas e tunisinas.
“Com essas adversárias é muito difícil alcançar os lugares cimeiros. Já passou o tempo em que tínhamos uma palavra a dizer em competições do género. Se estiverem bem preparadas, eventualmente possam fazer um bom campeonato”, antevê.
Erguido em 2015, o Pavilhão  Nicolau Bao tem capacidade para oito mil espectadores.

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