Desporto

Conquista do título vale baptismo a seis jogadores

Anaximandro Magalhães

A conquista do 13º título do Petro de Luanda registou seis novos campeões nacionais sénior masculino de basquetebol nos anais da história do clube com 39 anos de existência.

José António e Rafael Silva (extremos), Childe Dundão (base) entraram para a galeria
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Da relação constam Childe Dundão (base), José António e Rafael Silva (extremos), Aldemiro João "Vander", Aboubakar Gakou e Kendall Gray (postes). Sem conquistas pelo clube, mas vindos com o rótulo da extinta equipa do Recreativo do Libolo, estão Benvindo Quimbamba, Mandão João, António Deográcio e Olímpio Cipriano, este último também campeão pelo 1º de Agosto.
Vestidos de tricolor ao peito já ergueram a taça Hermenegildo Mbunga, Gerson “Lukeny” Gonçalves, Leonel Paulo, Carlos Morais, Domingos Bonifácio "Denny" e Joaquim Pedro "Quinzinho", todos com passagens pelos escalões de formação do clube do Eixo Viário.
Do lote de jogadores apenas Denny e Manda não se sentaram no banco de suplentes nas partidas dos playoffs da final. O primeiro continua a recuperar de lesão num dos ombros e o segundo sofreu uma cirurgia nos ligamentos do tornozelo do pé esquerdo, devendo regressar à competição apenas em Janeiro.
Edmar Victoriano "Baduna", adjunto de campo, e Faustino Casimiro, preparador físico, também são vencedores inéditos nas funções que desempenham. Baduna, antigo internacional angolano, cuja qualidade é sobejamente conhecida e realçada a nível nacional e internacional, tem vários campeonatos ganhos com os tricolores, mas nas vestes de adjunto é o primeiro.

Militares em vantagem

Nos números, em 16 partidas disputadas essa época, os petrolíferos, às ordens de Lazare Adingono, ganharam somente sete, contra nove triunfos do eterno rival, 1º de Agosto, comandado por Paulo Macedo.
O primeiro encontro entre os maiores colossos da bola ao cesto doméstica e do desporto angolano começou com vitória dos militares, por 95-84, no Torneio Victorino Cunha.Os rubro e negros ganharam ainda dois jogos na fase regular do Campeonato Nacional, 90-86 e 76-74, um no Torneio de Bulawayo, 78-62, outro nas meias-finais da Taça de Angola, 94-84, dois nos quartos-de-final da AfroLiga, 70-57 e 74-57, e igual número, 73-70 e 101-100, nos playoffs a melhor de sete desafios.
Por sua vez, o Petro vergou o gigante africano no nacional, 80-90 e 90-87, primeira mão das meias-finais da Taça de Angola, 99-90, e 89-84, 77-65, 74-71 e 88-82, em partidas referentes aos playoffs.

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