Desporto

Conquista do campeonato vale o pleno à Académica

Anaximandro Magalhães

Ao revalidar o título de campeã nacional, a Académica de Luanda fez o pleno de conquistas domésticas ao erguer os troféus da Supertaça João Garcia, campeonato provincial e Taça de Angola em hóquei em patins sénior masculino.

Estudantes ergueram o sétimo troféu da principal prova do calendário de competições
Fotografia: MOTA AMBRÓSIO | EDIÇÕES NOVEMBRO

Com a conquista do ceptro, os estudantes ultrapassaram o extinto Sporting de Luanda, e ascenderam agora à segunda posição da tabela do palmarés, com sete campeonatos ganhos, em 40 edições da principal prova interna organizada sob a égide da Federação Angolana de Patinagem (FAP).

Esta é a segunda vez que os académicos, orientados por Fernando Fallé, técnico de nacionalidade portuguesa, erguem de forma consecutiva o troféu, pois aquando da conquista inédita, em 2009, também fê-lo em 2010. A posterior, os estudantes, após interregno de dois anos, voltaram a festejar de modo sucessivo, 2012, 2013 e 2014. 

Sem dar tréguas à concorrência, a equipa que joga de equipamento listado, preto e branco, registou Anderson Silva “Nery” como melhor marcador da competição, com 33 golos. Mário Almeida, também da equipa fundada em 2007, foi o guarda-redes menos batido, ao consentir 21 golos, desde a disputa da fase regular até à etapa dos “play-off”.

Fallé e pupilos desfeitearam os propósitos do 1º de Agosto, às ordens do também treinador luso José Henrique Ribeiro. Titubeante no arranque da final do “play-off” à melhor de cinco desafios, a Académica, vergada por 2-3, frente aos militares, transcendeu-se no segundo, terceiro e quarto jogos, ao vencer por 5-2, 3-1 e 9-1, abdicando assim de discutir o último encontro.

No Pavilhão Anexo II da Cidadela Desportiva, no jogo derradeiro para os rubro-negros, eis que os estudantes com a lição estudada  fizeram jorrar o champanhe.  

O avançado Martin Payero, com um póquer, foi a principal figura da partida. Nery também esteve em destaque ao marcar um hat-trick. Márcio e Tino Boy não quiseram  fazer rogados os seus sticks e também fizeram gosto a eles.

Pelos agostinos marcou o tento de honra o veterano José Cardoso, “Zé das Botas”. Pela Académica jogaram Ricardo Cunha, Geoveti, Neri, Watanga, Pi, Walter, Kiza, Márcio Fernandes, Tino Boy e Martin Payero.

A classificação final foi ocupada da seguinte forma: Académica de Luanda, 1º de Agosto (2º), Exército (3º), Desportivo da Marinha (4º), Petro de Luanda (5º), Estado Maior (6º), Hóquei Clube do Lobito (7º), Instituto Superior Técnico Militar (8º), Juventude de Viana (9º) e Hóquei 3000 (10º).

 

Fallé considera a vitória justa    

No final do quarto jogo, Fernando Fallé considerou a sua equipa “justa vencedora”: “fomos a melhor formação durante a época. Conquistámos tudo. Estão de parabéns os jogadores e o principal responsável por este clube existir, o Carlos Alberto, um abraço “Man Calas”, estamos contigo”, exteriorizou visivelmente emocionado.

Prosseguindo, o treinador deixou ainda um conselho à arbitragem, por em seu entender não ter estado “bem. Aconteceram muitas situações que não acontecem em lado nenhum. Isso não é bom”. 

Por sua vez, José Ribeiro reconheceu a supremacia do adversário e aproveitou para o felicitar. “Foi um jogo menos conseguido e a Académica venceu sem qualquer contestação. Há que dar-lhe os parabéns”, concluiu.


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