Desporto

Conquistas futuras serão resultantes da organização

Anaximandro Magalhães

As conquistas da Selecção Nacional sénior masculina de hóquei em patins em futuros compromissos terão de ser resultantes de trabalho persistente e organizado, bem como de melhores condições, quem o garante, ao Jornal de Angola, é o seleccionador nacional Fernando Fallé, quando fazia um balanço exaustivo da prestação no Campeonato do Mundo, disputado de 7 a 14 do corrente, em Barcelona, Espanha.

Técnico terminou o vínculo contratual com a Federação
Fotografia: DR

Segundo o técnico, mudanças exigem-se sobretudo por: “as coisas terem mudado muito. Tudo está mais profissional, mais intenso e exigente. Temos de nos adaptar e mudar também. É imperioso trabalhar-se mais e com qualidade, não saltando etapas, pois só assim será possível, não há outro caminho”.
Prosseguindo, Fallé apontou para a necessidade de “deixar o romantismo, negativismo, crítica destrutiva e saudosismo de lado. Isso não nos vai levar para a frente”.
Quanto à prestação do “cinco” nacional na prova ora denominada Jogos Mundiais de Patinagem (World Roller Skate), na qual conquistou a sexta posição, baixando um degrau, comparativamente à edição anterior, na China, em 2017, onde obteve a melhor prestação (5º lugar), o seleccionador, sem falsas modéstias, considerou-a positiva.
“Em Nanjing ficámos em quinto, conseguimos o inédito. Agora baixámos, mas importa lembrar o facto de termos ultrapassado muitas dificuldades e foi preciso grande espírito de superação para participarmos de forma condigna. Foi uma participação honrosa e meritória. Acima de tudo tornámo-nos mais consistentes a nível exibicional, de resultados e classificações.
Analisando a competição, Fernando Fallé confessou: “o calendário sufoca e esgota as selecções com menos opções no banco de suplentes. Com frieza e bom senso é fácil perceber que é difícil lançar jovens contra jogadores profissionais. A sua formação e experiência têm que passar pelos mundiais mais jovens e isso infelizmente deixou de acontecer”.
Questionado a antever o futuro da equipa e o seu à frente dos destinos da mesma, o treinador reconheceu: “o hóquei mudou, as melhores selecções têm atletas profissionais, plantéis de 10 jogadores ao mesmo nível e com a mesma experiência, o que permite utilizar todos e manter o ritmo e qualidade. Os primeiros lugares são quase inacessíveis, além dos árbitros que exercem um papel proteccionista. Por tudo isso, os primeiros lugares tornam-se num clube restrito e os que lá estão defendem-se uns aos outros para evitarem intromissões”.
Dando sequência à questão, o número um da hierarquia técnica preferiu jogar à defesa quando o assunto é a continuidade: “penso que não faz sentido falarmos disso agora, por ser prematuro. O nosso contrato era de 2017 a 2019 e terminamo-lo agora e com o sentimento de dever cumprido. Vencemos o Torneio Africano das Nações, e derrotámos pela primeira vez na história a Espanha. Em Montreux fomos quarto e quinto classificado, as duas melhores prestações de sempre”, concluiu.
Em Barcelona estiveram os guarda-redes Francisco Veludo e Francisco Dorivaldo “Dori”. André Centeno, Adilson Diogo “Pi”, Argentino Agostinho “Tino Boy”, Anderson Silva “Nery”, Josemar Tavares “Zidane”, Martin Payero, Humberto Mendes “Big” e João Pinto “Mustang”.
Eis a classificação geral: 1º Portugal, 2º Argentina, 3º Espanha, 4º França, 5º Itália, 6º Angola, 7º Chile e 8º Colômbia. O Mundial de 2021 vai ser disputado na Argentina. Albergarão o evento as cidades de Buenos Aires, Vicente López e San Juan.

 

 

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