Desporto

Contratações de Fevereiro deram estofo ao campeão

Anaximandro Magalhães

As contratações em Fevereiro, no último suspiro da janela de transferências do mercado, que permitiram as entradas de Carlos Morais, extremo de 1,93 metros, e Kendall Gray, poste de nacionalidade norte-americana, 2,08 metros, deram outro impulso à dimensão de candidato do Petro de Luanda, e contribuíram para a conquista, três anos depois, do 13º título de campeão nacional sénior masculino de basquetebol.

Do leque de “compras” do recém-campeão nacional, realce ainda para as entradas de nomes sonantes como o dos extremos Olímpio Cipriano e Benvindo Quimbamba, só para citar estes, e do poste Hermenegildo Mbunga, todos provenientes da extinta equipa do Sport Libolo e Benfica.
Sem margem de erro, sobretudo após duplo afastamento nas meias-finais da Taça de Angola e nos quartos da AfroLiga, aos pés e mãos do 1º de Agosto, eterno rival, o Petro de Luanda, às ordens de Lazare Adingono, dispunha de pouca tolerância por parte da direcção do clube presidido por Tomás Faria.
Com entrada de rompante nos dois primeiros de sete jogos previstos para a disputa dos playoffs da final, os petrolíferos, subalternizaram, por 89-84 e 77-65, Paulo Macedo e pupilos no seu recinto, Pavilhão Victorino Cunha.
Mudados de ares, os tricolores voltaram a não dar tréguas à concorrência vergando-a, por 74-71, no Gimnodesportivo da Cidadela. Avisados da pretensão de “vassourada”, os rubro e negros esmeraram-se e adiaram a decisão, pois venceram por 73-70, o quarto desafio, e 101-100, o quinto.
No encontro de tira teimas, ambos estavam à distância de triunfo, Petro, de se sagrar campeão, e 1º de Agosto, de forçar uma finalíssima, foram mais competentes Adingono e pupilos, ao ganharem por 88-82, fazendo 4-2, na série.

Permanência de Lazare é decidida esta semana

A continuidade do treinador Lazare Adingono, à frente dos destinos da equipa, vai ser decidida nos próximos dias pela direcção do clube tricolor, garantiu o vice-presidente, Artur Barros, em declarações à imprensa no final do jogo da consagração.
O responsável máximo para o basquetebol assumiu que o treinador ainda tem um ano de contrato.
Mas frisou que dos objectivos traçados para a presente época apenas um foi materializado: “Quando construímos o plantel os objectivos eram conquistar as três competições: Taça de Angola, AfroLiga e Campeonato Nacional. Vamos rever muita coisa. Mas nada está decidido. Tomaremos uma decisão quando a direcção receber o relatório” disse. O Jornal de Angola soube de fonte afecta à agremiação petrolífera que o espanhol Hugo Lopes, de 43 anos, campeão em 2017, pelo Recreativo do Libolo, pode ser o sucessor do camaronês.
Ao serviço do Petro de Luanda, desde 2012, Lazare Adingono ergueu dois campeonatos nacionais, sendo o primeiro em 2015. No currículo constam ainda duas Taças de Angola (2013 e 2014) e uma Taça dos Clubes Campeões Africanos (2015).

Lukeny eleito MVP

O extremo do Petro, Gerson Gonçalves "Lukeny", foi eleito jogador mais valioso (MVP) da 41ª edição do campeonato. O atleta foi o melhor cestinha no sexto duelo, com 21 pontos, em 33:44 minutos. Dos números, o internacional angolano agregou ainda 7 ressaltos, 3 assistências e 5 roubos de bola.
Das distinções, constam ainda os campeões Childe Dundão, melhor recuperador, e Leonel Paulo, melhor nos lançamentos de dois pontos.
Egídio Ventura, do Interclube, destacou-se nos três pontos. Jucelino Ricardo, da Marinha, foi o melhor nos lances livres. Gerson Domingos, Interclube, nas assistências, enquanto Joseney Joaquim, da Lusíada, ficou com os troféus de melhor ressaltador, melhor marcador e jogador da fase regular.
Adingono recebeu das mãos de Victorino Cunha o prémio de treinador do ano e António Bernardo o melhor árbitro.

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