Desporto

Corrida ao título do Girabola passa pelos jogos em atraso

Honorato Silva

A discussão do título do Campeonato Nacional de Futebol, Girabola, regista hoje um novo capítulo, com a entrada em cena dos crónicos candidatos Petro de Luanda e 1º de Agosto, nos jogos de acerto de calendário.

Equipa do Distrito Urbano do Sambizanga procura pontos para sair da zona de despromoção
Fotografia: M.Machangongo | Edições Novembro

Pressionados pelas exibições desgarradas, acompanhadas de resultados negativos, razão da perda da liderança a favor do arqui-rival petrolífero, os militares do Rio Seco, às ordens do bósnio Dragan Jovic, estão cientes da necessidade de ultrapassar, às 17h30 no Estádio Nacional 11 de Novembro, os diamantíferos da Lunda-Norte, comandados por Rock Sapiri, treinador com percurso notável no clube, como jogador. 

No segundo lugar da tabela classificativa, 42 pontos, os rubro e negros procuram recuperar do tombo sofrido domingo, face à derrota (0-1), no reduto do Recreativo da Caála. Triunfar no desafio referente à 18ª jornada, adiado por força do envolvimento na fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos, é um imperativo para os tetra-campeões nacionais.
Qualquer resultado contrário à conquista dos três pontos pode adensar ainda mais as nuvens carregadas surgidas no percurso rumo à conquista do inédito penta (cinco títulos consecutivos), proeza exclusiva dos tricolores. Apesar da contestação dos adeptos, por recearem o fracasso do objectivo maior da época, o plantel compenetrou-se da obrigação de começar a responder à crise desportiva.
No entanto, o Sagrada Esperança traz um passado recente desencorajador da adopção de uma postura sobranceira e excesso de confiança. A série de três empates consecutivos frente ao Petro, coroada pela continuidade na Taça de An-gola, atesta a pujança futebolística dos lundas.
O actual momento dos visitantes serve de chamariz para uma disputa aberta, com imprevisibilidade no resultado. Os jogadores escolhidos por Jovic terão de correr o dobro, se quiserem ter sucesso diante de um adversário emancipado, capaz de somar pontos em qualquer recinto do país.

Fartura no Catetão
Ainda com o jogo frente ao Desportivo da Huíla, ronda 18, por realizar, o Petro, sob a ori-entação do espanhol Antonio Cosano, defronta o Progresso Sambizanga, às 15h00, no Estádio dos Coqueiros, para a 17ª jornada, a transbordar confiança, depois do assalto à liderança, com 43 pontos.
Em situação privilegiada para quebrar o jejum de uma década sem título na competição, os tricolores querem abraçar com unhas e dentes o cenário favorável na aposta da frustração dos intentos do maior e principal adversário do clube. A fartura de confiança reinante no Catetão (Centro de Treinos Demósthenes de Almeida) entra em comunhão com os adeptos, muito procurados no 11 de Novembro, mas aguardados em grande número na baixa luandense.
A camisola dos petrolíferos já é a mais vista nas ruas da capital, facto revelador do refrear dos ânimos e do acreditar na competência da equi-pa técnica, bem como no projecto desportivo da direcção presidida por Tomás Faria, muito questionado e contestado nos resultados negativos.
Mergulhada numa profunda crise financeira, sem certeza de continuar a fazer futebol de competição, a equipa do Distrito Urbano do Sambizanga procura pontos para sair da zona de despromoção. O triunfo (3-2), na recepção ao Wiliete de Benguela, leva o técnico Hélder Teixeira a acreditar na continuidade, com a discussão do resultado, independentemente do opositor. Os sambilas recusam o papel de figurantes no duelo dos candidatos.

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