Desporto

Cuidar dos estádios exige elevadas somas

A manutenção em funcionamento dos recintos desportivos, erguidos pelo Estado na província da Huíla, está orçada em duzentos e quatro milhões de kwanzas, anualmente.

Funcionamento dos recintos desportivos
Fotografia: Estanislau Costa | Edições Novembro | Huíla

Trata-se do Estádio Nacional da Tundavala, há dois anos em estado de abandono, e três pavilhões na Senhora do Monte, mais precisamente o multiuso construído a propósito do Afrobasket’2007, o Anexo 2, que visou acolher treinos das selecções participantes no Campeonato Africano de Andebol em 2008, e um construído no período colonial.
O estado actual dos mais recentes imóveis não é dos melhores, sendo que a relva do estádio erguido para os jogos do CAN’2010 desapareceu por completo, alguns compartimentos foram vandalizados, o gerador e as electro-bombas do sistema de sustentação de rega roubados. Contactado quinta-feira pela Angop, o director provincial da Juventude e Desportos, Joaquim Tyova, disse que o estádio precisa de 12 milhões de kwanzas por mês para cobrir despesas de manutenção e pagar funcionários.
Para além da relva, explicou, há um conjunto de áreas que devem ser salvaguardadas para não se perder a estrutura na totalidade, como são os sistemas de limpeza, painéis electrónicos, sensores e elevadores.
Os trabalhos eram sustentados por 20 funcionários, que abandonaram o serviço, após dois anos sem salários. A Angop constatou que a comunidade próxima do estádio invade o espaço para brincar e acarretar água.

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