Desporto

D´Agosto recupera 9 pontos e chega à final da Taça

Armindo Pereira

As equipas do 1º de Agosto e do Interclube vão decidir o título da 41ª edição da Taça de Angola em basquetebol sénior masculino, a 19 de Abril, no Pavilhão Multiusos do Kilamba, depois de ultrapassar os seus adversários, ontem, no encontro na segunda "mão" da meia-final. Os militares suplantaram os petrolíferos e polícias, apesar de derrotados pelo ASA, continuaram em prova.

Extremo Gerson “Lukeny” à esquerda e companheiros deixaram o Rio Seco cabisbaixos
Fotografia: Comtreiras Pipas | Edições Novembro

No Pavilhão Victorino Cunha, os militares começaram por assumir as despesas da partida, como se esperava. O técnico do petrolífero, Lazare Adingono, muito cedo mexeu no cinco inicial, com o propósito de colocar algum equilíbrio.
Sem precisar de correr muito, os tricolores circulavam a bola e exploravam da melhor maneira os 24 segundos de ataque. Foi deste modo que inverteram o resultado, passando a pressão para o adversário, que acusou alguma falta de concentração em determinados momentos.
Ainda assim, o primeiro quarto terminou com vitória da equipa rubra e negra, por 19-16. Mais solta, em relação ao último encontro referente à AfroLiga, os tricolores voltaram a apostar em contra-ataques rápidos. Dois triplos seguidos de Leonel Paulo devolveram a vantagem ao Petro (28-22), para a insatisfação de Paulo Macedo, que solicitou de imediato desconto de tempo.
Do ponto de vista defensivo, o 1º de Agosto registou um “apagão”. Para travar a avalanche ofensiva do adversário, Macedo fez várias substituições. Do outro lado, Adingono pedia aos seus jogadores a manutenção da consistência defensiva.
O equilíbrio voltou a predominar, depois dos militares reduzirem a desvantagem de oito para três pontos, com o base Hermene-
gildo Santos a ser o mentor desta recuperação. A poucos segundos para o intervalo, uma desatenção do Petro foi determinante para o 1º de Agosto garantir a vantagem (44-42).

Saída de Morais

No reatamento, o Petro perdeu um dos seus principais elementos. O extremo base Carlos Morais ficou de fora, depois de sofrer um ferimento no sobrolho, fruto de um contacto involuntário com Islando Manuel, expulso minutos depois, por cometer a segunda falta técnica.
Apesar das contrariedades, o jogo não perdeu a intensidade, com um sinal mais para os tricolores, que se mostraram mais certeiros nos lançamentos de campo. Saíram em vantagem (69-66), no terceiro período.
No último quarto, os rubro e negros chegaram a passar para frente, com o lançamento de três pontos de Andre Harris, mas Gerson Lukeny respondeu pela mesma moeda.
O equilibrou persistiu e, na recta final, voltou a assistir-se uma desconcentração e falta de liderança dos tricolores, que viram os donos da casa dilatar a vantagem e garantir a vitória (94- 83), o suficiente para anular os nove pontos da primeira "mão".
No outro encontro, disputado no Multiusos do Kilamba, o ASA venceu o Interclube, por 75-73, sem alterar o curso da eliminatória, a julgar pelos 27 pontos de desvantagem da primeira eliminatória.
Os aviadores às ordens de Carlos Dinis não conseguiram como desejado, desfeitear os polícias comandados por Alberto de Carvalho “Ginguba”. Frente a frente estiveram dois antigos seleccionadores.

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