Desporto

Dirigente promete bolsas de estudo para os árbitros

Pedro Futa

Os árbitros da Associação Provincial de Futebol de Luanda(APFL) vão receber, a partir do próximo ano, bolsas de estudo. A garantia é do presidente do Conselho que rege a arbitragem, Evaristo Sales.

Fotografia: DR

Em entrevista, hoje, ao Jornal de Angola, Evaristo Sales, de 30 anos, disse que a APFL vai firmar várias parcerias com Universidades privadas da capital e o Governo da província para ajudarem os árbitros com dificuldades financeiras. 

“Já efectuamos os contactos com as Universidades e, depois da pandemia, vamos firmar os contratos para bolsas de estudo aos árbitros que pretendam ingressar no ensino superior, e junto do Governo Provincial vamos buscar cestas básicas para aqueles que não têm emprego e enfrentam muitas dificuldades financeiras nessa fase da Covid-19", revelou.

Evaristo Sales disse ainda que vai unir a classe."Os árbitros não estão unidos e vamos procurar mudar o quadro. Procurar os mais velhos que já não apareciam na APFL, para formar, aconselhar os jovens e buscar a mística e o respeito que tivemos no passado", frisou. A participação dos instrutores do Conselho Central consta no programa de Evaristo Sales para a massificação da arbitragem.

style="text-align: justify;">"Vamos buscar os instrutores José Soyamba, Leopoldo Mavunza, Idoluviz Dias, Inácio Cândido e Cardoso Costa, para trabalharmos juntos na parte técnica e física dos árbitros", disse. Os árbitros vão ganhar patrocínios de material desportivo para os jogos e treinos, segundo, Evaristo Sales. O dirigente, recentemente eleito, afirmou que doravante nenhum clube vai escolher árbitros para um determinado jogo.

“No passado, quando alguns árbitros falhassem nalgumas partidas, o clube decidia que já não queria vê-lo apitar os seus jogos. Não vamos permitir, porque o conselho tem legitimidade para escolher quem vai a um determinado jogo”, esclareceu. 

Evaristo Sales está na arbitragem desde 2009 e abandonou a carreira este ano, depois de sete anos com a categoria de segunda nacional, para se dedicar ao dirigismo fruto da experiência como mentor dos torneios “Angola Sem Crime", durante três edições, com 18 equipas seniores da capital.

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