Desporto

Disputa da primeira janela arranca em Yaoundé

António Ferreira

O Complexo Desportivo de Yaoundé, Camarões, é a partir de hoje o palco da primeira janela de qualificação ao Afrobasket'2021, respeitante ao Grupo C, com um grau mediano de dificuldade para os principais aspirantes à segunda fase, como o anfitrião, Camarões, e a Costa do Marfim.

Fotografia: DR

Guiné Conacri e Guiné Equatorial, selecções que ainda não assimilaram na plenitude os fundamentos da modalidade, e tidos como os “outsiders” da compita, bater-se-ão pela terceira vaga.
De amanhã até domingo, Camarões, Costa do Marfim, Guiné Conacri e Guiné Equatorial travam duelos para marcarem presença na melhor montra do basquetebol continental, o Afrobasket, cuja fase final decorrerá no Rwanda, em 2021. A incógnita é saber quem será primeiro no dueto Camarões-Costa do Marfim, sucedendo o mesmo entre Guiné Equatorial e Guiné Conacri, para decidirem qual delas garante a qualificação.
Costa do Marfim-Guiné Conacri (14h30), e Camarões-Guiné Equatorial (17h00), são os prélios da jornada inaugural. Em teoria, os anfitriões e os costamarfinenses não terão empecilhos de monta para triunfarem, ante oponentes que estão a aprender o “ABC” do basquetebol. O grau de dificuldade é também assumido pelo capitão da selecção da Guiné Equatorial, Richard Nguema, que joga na posição de base.
“Estamos num grupo difícil, mas prometemos jogar ao nosso melhor nível. O anfitrião, Camarões, e a Costa do Marfim são adversários de boa qualidade individual e técnico-táctica, mas não são imbatíveis. Reconhecemos a nossa inferioridade e vamos tentar surpreender”, disse Nguema, em entrevista ao site da FIBA. Richard Nguema, que nasceu na Espanha e na última década actuou no Real Madrid, reconhece que é a selecção mais fraca, porém, venderá cara a derrota. “Vamos actuar com intensidade e muita pressão defensiva, na tentativa de complicar a actuação dos adversários. São três vagas e o nosso foco é garantir uma delas”, acrescentou.
A Costa do Marfim mantém o núcleo base a nível de jogadores, mas com um novo timoneiro, o espanhol Natxo Lezkano, sete anos depois de ter conseguido o quarto lugar na FIBA Afrobasket'2013, disputado em Abidjan. O calendário reserva para o dia amanhã, os desafios Guiné Equatorial-Costa do Marfim (13h30) e Guiné Conacri-Camarões (16h00). Guiné Conacri-Guiné Equatorial e Camarões-Costa do Marfim são os jogos da última jornada, no domingo.
Os restantes quatro grupos iniciam as campanhas de qualificação em Novembro, e têm as seguintes composições: Grupo A: Tunísia, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Madagáscar. Grupo B: Senegal, Angola, Moçambique e Quénia. Grupo D: Nigéria, Mali, Ruanda e Argélia Grupo E: Marrocos, Egipto, Uganda e o vencedor da Zona 3. Os cinco grupos jogarão a fase final, de 15 a 23 de Fevereiro de 2021, com as três primeiras classificadas de cada um, nas duas etapas, a apurarem-se automaticamente para o Afrobasket'2021.
A Selecção Nacional de Angola está sem treinador, e a Federação, a ser gerida por uma comissão de gestão até a realização da renovação de mandatos, vai liderar o processo de substituição do técniico norte-americano William Voigt. Lazare Adingono avançou que está disponível para ocupar o cargo, por ter vasto conhecimento do basquetebol angolano.

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