Desporto

Egípcios escolhem Senegal na final da Taça das Nações

Honorato Silva|Cairo

A rivalidade existente entre adeptos egípcios e argelinos, no futebol, pode ser explorada pela selecção do Senegal, diante da similar da Argélia, na final da Taça de África das Nações, sexta-feira às 20h00, no Estádio Internacional do Cairo.

Fotografia: DR

Os quase 30 mil apoiantes das Raposas do Deserto, que tomaram de assalto a capital do Egipto, há quatro dias, para a meia-final diante das Super Águias da Nigéria, terão a resposta dos anfitriões da prova continental.
À semelhança do que sucedeu no domingo, quando a enorme mancha verde de ruidosos adeptos argelinos viu surgir, quase do nada, uma forte corrente de apoio que se juntou às duas centenas de nigerianos saídos de Lagos. A selecção do Oeste passou a sentir conforto, apesar de estar a jogar no Norte de África, onde a solidariedade regional é muito vincada.
Na final da prova pela segunda vez, depois da estreia há 17 anos no Mali, com a consagração dos Camarões, os Leões da Teranga, comandados por Aliou Cissé, ganham um forte aliado para a disputa frente à competitividade equi-pa argelina armada por Djamel Belmadi, o benjamim dos treinadores presentes na competição, apenas três dias mais novo em relação ao homólogo senegalês.

Pomo da discórdia
O desafecto dos egípcios para com os argelinos tem raízes nas eliminatórias de apuramento para o Mundial de 2010, na África do Sul, que obrigou à disputa de um terceiro jogo entre as selecções, em campo neutro, de modo a definir o vencedor do Grupo 3. O Sudão acolheu o desempate que acabou com desfecho favorável às Raposas do Deserto.
O clima de tensão atingiu o ponto máximo a 14 de Novembro de 2009, dia em que os Faraós, na altura em desvantagem na classificação, venceram por 2-0, com o segundo golo a ser apontado por Emad Moteab, quan-do já tinha passado cinco minutos dos 90 regulamentados, alegadamente sem qualquer razão.
No trajecto do hotel para o Estádio El-Qahira, na cidade do Cairo, o autocarro que trans-
portava a equipa argelina foi apedrejado por adeptos egípcios, situação utilizada por Rabah Saadane, à época seleccionador da Argélia, como motivo da derrota, pelo facto de vários jogadores terem entrado em campo lesionados, por saírem feridos do incidente.
Domingo, no palco da final, houve vários episódios hostis dos dois lados, prontamente controlados pelas forças de segurança. Mas, à parte o peso negativo da rivalidade, é de realçar o ambiente singular criado nas bancadas.

A rivalidade existente entre adeptos egípcios e argelinos, no futebol, pode ser explorada pela selecção do Senegal, diante da similar da Argé- />lia, na final da Taça de África das Nações, sexta-feira às 20h00, no Estádio Internacional do Cairo.
Os quase 30 mil apoiantes das Raposas do Deserto, que tomaram de assalto a capital do Egipto, há quatro dias, para a meia-final diante das Super Águias da Nigéria, terão a resposta dos anfitriões da prova continental.
À semelhança do que sucedeu no domingo, quando a enorme mancha verde de ruidosos adeptos argelinos viu surgir, quase do nada, uma forte corrente de apoio que se juntou às duas centenas de nigerianos saídos de Lagos. A selecção do Oeste passou a sentir conforto, apesar de estar a jogar no Norte de África, onde a solidariedade regional é muito vincada.
Na final da prova pela segunda vez, depois da estreia há 17 anos no Mali, com a consagração dos Camarões, os Leões da Teranga, comandados por Aliou Cissé, ganham um forte aliado para a disputa frente à competitividade equi-pa argelina armada por Djamel Belmadi, o benjamim dos treinadores presentes na competição, apenas três dias mais novo em relação ao homólogo senegalês.

Pomo da discórdia
O desafecto dos egípcios para com os argelinos tem raízes nas eliminatórias de apuramento para o Mundial de 2010, na África do Sul, que obrigou à disputa de um terceiro jogo entre as selecções, em campo neutro, de modo a definir o vencedor do Grupo 3. O Sudão acolheu o desempate que acabou com desfecho favorável às Raposas do Deserto.
O clima de tensão atingiu o ponto máximo a 14 de Novembro de 2009, dia em que os Faraós, na altura em desvantagem na classificação, venceram por 2-0, com o segundo golo a ser apontado por Emad Moteab, quan-do já tinha passado cinco minutos dos 90 regulamentados, alegadamente sem qualquer razão.
No trajecto do hotel para o Estádio El-Qahira, na cidade do Cairo, o autocarro que trans-
portava a equipa argelina foi apedrejado por adeptos egípcios, situação utilizada por Rabah Saadane, à época seleccionador da Argélia, como motivo da derrota, pelo facto de vários jogadores terem entrado em campo lesionados, por saírem feridos do incidente.
Domingo, no palco da final, houve vários episódios hostis dos dois lados, prontamente controlados pelas forças de segurança. Mas, à parte o peso negativo da rivalidade, é de realçar o ambiente singular criado nas bancadas.

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