Desporto

Egipto acolhe edição seguinte do Mundial

António Ferreira

O Egipto quebra em 2021 o ciclo de organizações conjuntas do Mundial de Andebol seniores masculinos, quando receber no seu regaço a 27ª  edição, vinte e dois anos depois, a segunda na história do país e a terceira em território africano.

Em oitenta e um anos de prova é a quinta vez que o Mundial é disputado fora do continente europeu.
Vice-campeão africano em título, o Egipto, apesar de não ter ultrapassado os oitavos-de-final no Mundial 2019, alcançará a melhor classificação de sempre dos últimos catorze anos (2003-2017), independentemente dos resultados nos jogos de apuramento do quinto ao 12º lugar, posição que supera as prestações de 2003 (15º), 2005 (14º), 2007 (17º), 2009 (14º), 2011 (14º), 2013 (16º), 2015 (14º) e 2017 (13º), respectivamente. O melhor registo da história é o quarto lugar, alcançado em 2001.
Em processo de renovação, os egípcios perspectivam um futuro airoso na competição que acolhem em 2021, pressuposto partilhado pelo seleccionador nacional, o espanhol David Davis. Em declarações à imprensa explicou que o seu foco nos próximos dois anos é a juventude, sem olvidar a veterania que, no seu entender, dá garantias de boas prestações face à sua maior maturidade e experiência competitiva.
Jogadores como Karim Hendawy (guarda-redes), Mohamed Mamdouh Shebib e Yehia Elderaa, este último de 21 anos de idade, que deixaram boas referências na presente edição, são apostas para o Mundial 2021, apoiados pelos veteranos Ahmed El-Ahmar, 34 anos e 696 internacionalizações, Eslam Eissa (30 anos/356 jogos, Ibrahim Elmasry (29 anos/149 jogos) e Karim Hendawi (30 anos/360 jogos).
O Egipto, note-se, desde a implementação dos oitavos-de-final, em 2013, nunca conseguiu atingir os quartos-de-final, tendo sido eliminado pela Croácia no Mundial 2017, em França. Mas, a jogarem “intra-muros” os objectivos e a motivação aguçam, naturalmente, o apetite para prestações acima da mediana.
Em 2023, o 28º Mundial, com palco na Polónia e Suécia, retorna ao continente europeu. O primeiro Mundial fora da Europa teve lugar no Japão, em 1997, para África albergar dois, em 1999 (Egipto) e Tunísia (2005). O quarto teve como palco o Qatar (Ásia), em 2015, com os qatarinos a conquistarem a medalha de prata. Neste percurso, apenas três continentes albergaram a prova, designadamente Europa, África e Ásia.

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