Desporto

Entrada de novas atletas conserva a hegemonia

Teresa Luís| Brazzaville

O presidente da Federação Angolana de Andebol (FA-AND), Pedro Godinho, defendeu ontem que a integração de novas jogadoras na Selecção Nacional sénior feminina e consequente participação em provas internacionais, está na base da manutenção da hegemonia no continente.

Mistura de veterania e juventude na Selecção Nacional garante manutenção do domínio
Fotografia: DR

Em jeito de balanço da 23ª edição do Africano do Congo, onde Angola ganhou o seu 13º título, o dirigente realçou que as cinco estreantes deram uma lufada de ar fresco ao grupo, mas sublinhou ser importante recuperar Natália Bernardo e Juliana Machado.
“As duas ainda podem dar o seu melhor ao serviço da selecção. Se quisermos apresentar-nos a bom nível nos Jogos Olímpicos, temos de preparar já a disputa do Pré-Olímpico. Só assim vamos  garantir  presença em Tó-quio'2020, e essa geração fechar com chave de ouro”, salientou.
No capítulo organizacional, na visão do número um da federação, os congoleses estiveram bem, por herdarem infra-estruturas dos Jogos Africanos. “O Nicole Oba tem condições para realizar jogos. A rede de transporte funciona. A vila olímpica, hotel e alimentação são aceitáveis”.
Em relação à reviravolta protagonizada pelas campeãs africanas na final, Godinho destacou a importância do resultado, por estarem a um ano do mundial e dois dos Jogos Olímpicos, e a “cambalhota” evidenciou o carácter e o querer da selecção. O Senegal não tem uma equi-pa superior, segundo o dirigente, mas tem rodagem competitiva.
“O nosso campeonato é resumido em Petro e 1º de Agosto. Até nas provas da Confederação já fizeram várias finais. Temos feito provas com regularidade, proporcionar estágios e os subsídios a tempo. As condições morais motivam as atletas”.
Pedro Godinho afirmou que quando as coisas estiveram mal, o grupo ficou mais unido: “é um grande balneário. Tenho uma relação pessoal com as atletas. O espírito de união veio ao de cima. A presença da ministra também influenciou, e aproveito para agradecer”.

  Estreantes cumpriram metas

Joana Costa e Claudeth José (pontas direita), Helena Paulo (meia- distância central), Suzeth Matias (meia-distância esquerda) e Helena Sousa (guarda-redes) são as jogadoras da Selecção Nacional sénior feminina de andebol que  se tornaram campeãs africanas pela primeira vez.
Ao integrar o “sete” inicial em todas as partidas do combinado angolano, Joana Costa, do Petro de Luanda, foi a estreante mais utilizada pelo seleccionador Morten Soubak, nas acções defensivas e ofensivas.
Helena Paulo, do 1º de Agosto e a mais jovem do conjunto, aparece na segunda posição. A central também foi determinante no jogo da final frente ao Senegal. Claudeth José, da formação militar, que partilha a titularidade com Joana Costa, foi igualmente uma aposta acertada do técnico e deu o melhor de si na quadra.
Ao defender dois livres dos sete metros, Helena Sousa, do conjunto rubro e negro, ganhou mais confiança nas partidas subsequentes. Suzeth Matias, da equipa tricolor, foi a novata menos utilizada, mas deu a sua contribuição na conquista do título.
Radiante, Helena Sousa mostrou satisfação pelo feito alcançado, e prometeu  trabalhar no sentido de ganhar outros troféus. “Foi uma experiência inesquecível. Principalmente pela forma como vencemos. Ficámos juntas quase um mês, e durante este período na selecção aprendi muito”.

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