Desporto

Étoile Sportive du Sahel acompanha 1º de Agosto

Honorato Silva

A primeira jornada da fase de grupos da 22ª edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol traz a Luanda o Étoile Sportive du Sahel da Tunísia, equipa que chega munida de informação sobre o percurso competitivo do 1º de Agosto, bicampeão angolano, para o jogo inaugural do Grupo D, sábado às 17h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro.

Militares perseguem campanha mais conseguida nesta segunda presença na fase de grupos
Fotografia: Vigas da Purificação| Edições Novembro

De regresso à prova, cujo baptismo testemunharam em 1997, os militares do Rio Seco, ausentes desses palcos durante duas décadas, são seguidos pela imprensa tunisina.
O jornal “Le Temps” titulou na edição de ontem “1º de Agosto, um adversário que exige respeito”, apoiado numa entrevista concedida pelo técnico argelino Kheirredine Madhoui, 41 anos, a lançar os próximos compromissos do Étoile du Sahel.
A publicação apresenta o histórico do embaixador angolano, com dados da fundação, que considera ser de um clube recente, 40 anos de existência, e palmarés das competições internas. Geraldo, é referenciado como a unidade mais irreverente do plantel às ordens de Zoran Maki.
Merece igualmente realce o posicionamento do 1º de Agosto na tabela classificativa do Girabola, sem perder de vista o facto de ter galgado do fundo da tabela para o segundo lugar, no espaço de duas semanas.
 A vitória (1-0), frente ao Interclube, é descrita pelo jornal como um importante passo dado pelos “ru-bros e negros” em direcção à liderança.   
O “Le Temps” avançou na peça o programa de viagem da formação tunisina, aguardada amanhã às 8h00, em Luanda. A delegação, composta por 35 elementos, 20 atletas e 15 oficiais, entre treinadores e dirigentes, vai fazer os 6.800 quilómetros, que separam a cidade de Monastir da capital angolana, em voo fretado.
Actual terceiro classificado do campeonato tunisino, com os mesmos 47 pontos do Club Africain, numa prova comandada pelo Esperance de Tunis, 57, o Étoile du Sahel joga preferencialmente em 4-2-3-1 e 4-3-3. A pressão alta na saída de bola do adversário é um traço caracterizador da equipa de Madhoui.
O seu “onze” base é formado por Achraf Krir (nú-mero 21), Zied Boughattas (15), Ammar Jemal (5), Ghazi Abderrazzak (2), Wadji Kechrida (20), Aymen Trabelsi (23), Mohamed Methnani (14), Iheb Msakni (10), Hamza Lahmar (7), organizador de jogo, Alkhali Bangoura (13) e Amine Chermiti (9). Do banco são chamados com re-gularidade Rami Bedoui (26), Slim Ben Belgacem (30), Mortdha Ben Ouanes (12) e Omar Zekri (28).
Nos últimos quatro jogos do campeonato, empatou (0-0) frente ao Stade Gabèsien (fora), goleou (4-0) o JS Kairouan (casa), voltou a ficar em branco diante do Stade Tunisien (fora) e venceu com facilidade (4-0) o CO Medenine (casa). Em 25 jornadas cumpridas, numa competição com 14 equipas, o Étoile du Sahel regista 14 vitórias, cinco empates, seis derrotas, 37 golos marcados e 15 sofridos.

Militares motivados

A sequência de quatro vitórias no Girabola aumenta a confiança do 1º de Agosto num bom arranque no Grupo D, que reserva ainda para sábado às 15h00, em Lusaka, a partida entre o Zesco United FC (Zâmbia) e o Mbabane Swallows (Suazilândia).
Chegar aos quartos-de-final é o objectivo do único representante angolano nas provas continentais, depois do afastamento do Petro de Luanda da corrida à fase de grupos da Taça da Confederação (Nelson Mandela), pelo Supersport United da África do Sul, na penúltima eliminatória.
Uma prestação bem sucedida dos militares pode influenciar a melhoria do ranking de clubes do futebol angolano, na perspectiva de ver alargada para quatro a sua quota de representantes, neste momento limitada a duas equipas. Passam de fase os dois primeiros classificados de cada um dos quatro grupos.
Zoran Maki e pupilos, bem como a direcção presidida por Carlos Hendrick, sabem que só uma postura competitiva com elevado grau de exigência pode redundar em sucesso do 1º de Agosto, na estreia, dentro da ambição de fazer do factor casa um trunfo para criar vantagem na classificação, mas sem deixar de procurar pontuar fora de casa.

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