Desporto

Evale no Cunene abandona atletas

António de Brito

Um grupo de 19 elementos, entre jogadores e membros da equipa técnica do FC Evale do Cunene, estão entregues à sua sorte na cidade de Ondjiva, após o término em Setembro do Zonal de Apuramento para o Girabola Zap de 2018.

Na sua maioria de Luanda, atletas e técnicos enfrentam inúmeras dificuldades, desde alimentação e finanças, porque há seis meses que não recebem os salários. Nestas condições não têm como regressar a Luanda.
Contactados pelo Jornal de Angola, alguns dos elementos nesta condição solicitaram anonimato, para não sofrerem represálias por parte da direcção do Evale.
"Assim que terminou a competição, os dirigentes deixaram de aparecer no clube. Fazemos telefonemas e não atendem. Enviamos mensagem, a mesma coisa. Perante este cenário, recorremos ao vosso Jornal, para vermos este problema resolvido, porque temos famílias a passar por dificuldades em Luanda", desabafou um dos queixosos.
As pessoas lesadas informaram que vão levar o caso a instâncias superiores, visto que consideram desumanas as condições onde estão alojadas: "Vamos recorrer à Justiça. Somos marginalizados. Não temos o que comer e beber. Se não aparecem pessoas de boa-fé, acabámos por dormir à fome. Há três meses que não vimos o presidente do clube, que nem sequer atende às nossas chamadas", lamentou.
O JA tentou ouvir a reacção do presidente do Evale do Cunene, sem qualquer sucesso. O telefone chamou e não atendeu, à semelhança do director técnico Estêvão Ferraz. Inserido no Grupo B, com a Casa Militar do Cuando Cubango (equipa vencedora), Jackson Garcia de Benguela, Ferroviário do Huambo e Vitória do Bié, o Evale terminou na última posição, com quatro pontos.

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