Desporto

Falta de apoios e de recursos coloca ponto final ao projecto

Anaximandro Magalhães

Cento e cinquenta milhões de kwanzas é o valor que a direcção do Sport Libolo e Benfica orçamentou para fazer face, esta época, às despesas com pagamentos de salários aos jogadores da equipa sénior masculina de basquetebol.

“Águias” de Calulo enfrentam dificuldades financeiras
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

A revelação foi feita ao Jornal de Angola pelo director-geral daquela instituição desportiva, Bruno Vicente. Por ausência de patrocínios e indisponibilidade de recursos financeiros, os dirigentes do clube presidido por Rui Campos, decidiram, um ano depois de ter sido fundado, e gasto 200 milhões de kwanzas só em salários, colocar ponto final à prática do basquetebol sénior.
Segundo o dirigente, o projecto pode regressar no prazo de um ou dois anos. “Estamos a trabalhar com esse objectivo. Mas não podemos apontar datas. Infelizmente não é uma situação dependente apenas da nossa boa vontade, pois se assim fosse o projecto continuaria. O país atravessa uma situação financeira algo delicada”.
Questionado sobre os mo-tivos que levaram os investidores anteriores, Banco Keve, Global Seguros e S2C, a não continuarem a investir na equipa, Bruno Vicente respondeu: “fizeram a sua parte e sempre honraram os compromissos. Mas é como disse antes, as coisas estão complicadas e para algumas em-presas também. Tudo fizemos no sentido de termos novos patrocinadores, à última hora deixaram-nos cair”.
“O objectivo é: quando regressarmos integrar cinco a seis jogadores da nossa formação na equipa principal. Portanto, vamos dar sequência a essa área importante para o desporto de alto rendimento”.
Em relação à continuidade e sustentabilidade do projecto de formação, Vicente assegurou estarem criadas as condições financeiras e justificou: “com menos dinheiro  faz-se a formação, pois não temos de pagar contratos, nem tão pouco ordenados e comprar bilhetes de passagem para saídas ao exterior, como ir jogar a Liga dos Clubes Campeões Africanos. Por outro lado, o material desportivo não precisa de ser comprado a toda hora”.  
Relativamente à liquidação das dívidas com Olímpio Cipriano, Milton Barros, Cristiano Xavier, Hermenegildo Mbunga e Joseney Joaquim, jogadores cujos vínculos contratuais  terminariam somente na próxima época, o director afiançou: "estamos a conversar individualmente com cada um deles, e a assumir o compromisso de pagamento".
Sebastião Quicuambi, Adilson Ramos, Avelino Dó, André Suingui, Joel Fernandes e Mayzer Alexandre estavam a ser cogitados para re-
forçar a equipa. As dívidas com Carlos Morais, Zola Pau-lo, Vladimir Pontes, Bráulio Morais e outros atletas, contraídas com o Recreativo do Libolo não conferem legitimidade ao dirigente para falar sobre o assunto.
Os norte-americanos Jekel Foster e Andre Harris foram pagos “há bastante tempo”, concluiu o director-geral das águias de Calulo.
Ricardo Fernandes, treinador-adjunto de Raul Duar-te, o principal na equipa do Sport Libolo, é o coordenador da formação.

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