Desporto

Ferroviário quebra ciclo de conquistas de Angola

Anaximandro Magalhães

O Ferroviário de Maputo, equipa de Moçambique, interrompeu, com a conquista inédita da 22ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos sénior feminina de basquetebol, o ciclo vitorioso de cinco anos de formações angolanas.

Italee Lucas foi eleita MVP
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Apesar de interrompido o sonho de o Interclube erguer o sexto troféu continental, ainda assim, Angola continua a manter o domínio na prova, com oito taças ganhas, mais uma em relação a Moçambique.
O estatuto angolano foi alicerçado apenas por duas equipas, Interclube com cinco troféus e o 1º de Agosto (3), contrariamente ao das moçambicanas, cujos ceptros foram erguidos por quatro formações diferentes, Desportivo de Maputo (3), Maxaquene (1), Académica (1), Liga Desportiva (1) e Ferroviário de Maputo (1).
No palmarés, a terceira posição é ocupada pelo Senegal com quatro títulos. O DUC, equipa já extinta, soma três ceptros e o ASCC Bopp, em situação semelhante, um. O Congo Democrático surge no quarto lugar, apenas com o BC Tourbillon (2). Com um título, estão a Nigéria com o Fisrt Bank, o Mali (Djouliba) e a Tunísia com o Stade Tunisien.
Com três aquisições, 2010, 2011 e 2016, o técnico do Interclube, Apolinário Paquete, é o angolano com mais taças ganhas. Necas também pelas polícias, em 2014, Aníbal Moreira e Jaime Covilhã, em 2006, 2015 e 2017, pelo 1º de Agosto, são os outros treinadores nacionais com os nomes inscritos na galeria de ouro.
O título de MVP (Jogadora Mais Valiosa) foi atribuído à extremo angolana, do Interclube, Italer Lucas. Depois de duas finais perdidas, eis que a terceira foi de vez para as locomotivas orientadas por Leonel Manhique.
Ao intervalo, as comandadas de Apolinário Paquete venciam por 33-30. O First Bank da Nigéria conquistou a terceira posição, ao vergar por 93-69, o V. Club do Congo.

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