Desporto

Festa dos Jogos Africanos arranca hoje em Rabat

Teresa Luís| Rabat

“Welcome Africa” é o “slogan” da 12ª edição dos Jogos Africanos, que hoje arrancam de forma oficial em Rabat, Marrocos, com a participação de 54 países e 6.396 atletas, em ambos os sexos, que disputam a prova, sob a égide da Associação dos Comités Nacionais Olímpicos Africanos (ACNOA), até 31 do corrente.

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Fotografia: DR

Vinte e nove modalidades, sendo 17 qualificativas para os Jogos Olímpicos de Tóquio'2020, integram o programa de competições.
A promoção do intercâmbio cultural entre os Estados é um dos objectivos da cimeira, além da vertente desportiva. Em 54 anos de história, pela primeira vez, o ACNOA chama a si a organização do evento.
Até 2015, em Brazzaville, a organização era da responsabilidade da União Africana, em parceria com o Conselho Superior dos Desportos. O pagamento de uma taxa de participação, no valor de 50 euros, por cada membro das distintas delegações, é outra novidade.
Além de Rabat, os Jogos são disputados também nas cidades de Casablanca, Salé, Temara, Benslimane e El Jadida. O Estádio “Moulay Abdlaah”, com capacidade para 53 mil espectadores, acolhe as cerimónias de abertura e encerramento. Egipto, Nigéria, África do Sul e Marrocos, na condição de anfitrião, são as nações favoritas a dominarem o quadro de medalhas. Os egípcios, com mil 362, a par dos nigerianos, com mil 199, são os que mais vezes conquistaram o maior número de medalhas.
Os sul-africanos também entram na corrida, à semelhança de argelinos e tunisinos. A indicação de Rabat como cidade sede dos Jogos, foi precedida de desistências e incertezas. Ghana (Accra), Quénia (Nairobi) e Zâmbia (Lusaka) inicialmente mostraram interesse em sediar a cimeira desportiva.
Em Junho de 2016, na sede da União Africana, em Addis Abeba, Etiópia, a Guiné Equatorial apresentou uma candidatura para organizar, mas por razões de ordem económica desistiu. A seguir surgiram especulações sobre a possibilidade de Lusaka acolher, mas a Zâmbia recusou-se, alegando falta de instalações desportivas.
Rabat foi seleccionada para albergar os Jogos, em Julho de 2018. Atletismo, boxe, basquetebol 3x3, badminton, remo, canoagem, ciclismo, xadrez, esgrima, futebol, ginástica, andebol, judo, karaté, lutas, natação, snooker, hipismo, taekwondo, ténis, ténis de mesa, tiro, triatlo, voleibol de praia, voleibol e levantamento de peso são as modalidades eleitas pela Comissão Organizadora.

Angola regista nona disputa consecutiva

Angola marca presença pela nona vez consecutiva na maior cimeira desportiva africana, cujo arranque oficial acontece hoje em Rabat, Marrocos. A missão angolana marcou presença pela primeira vez em 1987, na cidade de Nairobi, Quénia.
Num grupo de 24 nações participantes, Angola terminou na 20ª posição da tabela classificativa. Quatro anos depois (1991), no Cairo, Egipto, os angolanos melhoraram oito lugares e terminaram no 12º posto, Jogos disputados por 30 países.
Em 1995, com 33 países inscritos, Angola obteve a pior classificação de sempre, ao baixar 17 lugares e ocupar o 29º lugar, em Harare, Zimbabwe. Em Joanesburgo, 1999, a missão voltou a ocupar a 12ª posição, nos Jogos disputados por 36 nações.
Com o mesmo número de países, em 2003, na cidade de Abuja, Nigéria, a missão angolana repetiu a classificação, ao passo que quatro anos depois, 2007, em Argel, Argélia, Angola baixou um lugar e encerrou a participação no 13º posto, entre 36 países participantes.
Na cidade de Maputo, Moçambique, 2011, com igual número de nações, a missão terminou na 10ª posição da tabela classificativa, a melhor classificação de todos os tempos. Em 2015, Brazzaville, capital do Congo, com a participação de todos os países do continente, a missão baixou três lugares, ocupando o 13 º lugar.

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