Desporto

Festa do andebol africano começa hoje no Congo

Teresa Luís | Brazzaville

A 23.ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) em andebol sénior feminino disputa-se a partir de hoje e até 12 do corrente, na República do Congo. Trinta e nove anos depois, os congoleses acolhem a festa da modalidade, com a participação de dez países, divididos em dois grupos.

Fotografia: Edições Novembro

Sob a égide da Confederação Africana (CAHB), durante dez dias as melhores selecções do continente discutem o título em Brazzaville, num total de 33 jogos. Angola (campeã) República Democrática do Congo, Marrocos, Guiné Equatorial e Congo integram o Grupo B.
Angolanas e congolesas são as únicas da série que já venceram a prova, destaque para o "sete" nacional, com 12 taças, (1989, 92, 94, 98, 2000, 2002, 2004, 2006, 2008, 2010,  2012 e 2016). O conjunto anfitrião ergueu quatro taças (1979, 81, 83 e 85), e levou quatro medalhas de prata e cinco de bronze ao peito.
Medalha de prata (2014) e de bronze (2012) são as melhores prestações da RDC, enquanto as marroquinas e guineenses nunca alcançaram os lugares cimeiros. No Grupo B constam as selecções da Tunísia, Senegal, Camarões, Argélia e Costa do Marfim.
As tunisinas venceram (1974, 76 e 2014), além de cinco medalhas de prata e duas de bronze. Com dois troféus (1987 e 96), as costa marfinenses somaram ainda cinco medalhas de prata e quatro de bronze.
Por sua vez, as camaronesas ganharam três medalhas (prata e bronze), argelinas (uma de prata e três de bronze) e as senegalesas (uma de prata). Angola, Tunísia, e Congo partilham o favoritismo na luta pelo troféu. O "sete" nacional desembarca com o rótulo de detentor do título e seguramente vai competir de modo a fazer jus a superioridade que lhe é atribuído.
O conjunto tunisino, finalista derrotado, ambiciona resgatar a taça perdida em Luanda. As magrebinas são indiscutivelmente oponentes de peso, em 2014 tiveram a audácia de quebrar o ciclo de vitórias das Pérolas.
A jogarem em casa, as congolesas não querem ser apenas anfitriãs. Melhorar o 4.º lugar é a meta traçada.

Eis as 16 eleitas de Morten Soubak

 

Teresa Almeida “Bá” (idade - 30 anos, posição - guarda-redes, internacionalizações - 38, altura -1,83, peso - 99 e 0 golos)

Isabel Guialo, (idade - 28, posição - central, altura - 1,80, peso - 73, internacionalizações - 50 e 142 golos )

Elizabeth Cailo (idade - 31, posição - ponta esquerda, altura - 1,75, peso - 78, internacionalizações -13 e 27 golos)

Magda Cazanga (idade - 27, posição - lateral esquerda, altura - 1,78, peso - 65, internacionalizações - 38 e 89 golos)

Cristina Branca (idade - 32, posição - guarda redes, altura - 1,76, peso -74 internacionalizações - 70 e 0 golos)

Helena Paulo (idade - 20, posição - central, altura - 1,70, peso - 68, internacionalizações - 11 e 15 golos)

Janeth Santos,  (idade - 27, posição - ponta esquerda, altura - 1,76, peso - 70, internacionalizações - 27 e 20 golos)

Aznaide Carlos (idade - 28, posição - lateral direita, altura - 1,76, peso - 69, internacionalizações - 67 e 231 golos)

Helena Sousa (idade - 24 , posição - guarda-redes, altura - 1,96, peso - 88, internacionalizações - 4 e 0 golos)

Claudeth José (idade - 21, posição - ponta direita, altura - 1,74, peso - 71, internacionalizações e golos 0)

Suzeth Cazanga (idade - 26, posição - lateral esquerda, altura - 1,78, peso - 74, internacionalizações e golos 0)

Wuta Dombaxi (idade - 32, posição - lateral direita, altura - 1,77, peso - 70, internacionalizações - 38 e 72 golos)

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