Desporto

1º de Agosto em vantagem

Honorato Silva

 Com apenas um remate certeiro,  já perto do final do jogo, o 1º de Agosto criou vantagem na discussão da presença na fase de grupos da 22ª edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol, com a equipa sul-africana do Bidvest Wits, ontem no Estádio Nacional 11 de Novembro.

Fotografia: Dombele Bernardo|Edições Novembro


Censurados  pelas últimas exibições no Girabola, pontuadas por um registo desgarrado, de que resultou o empate sem golos, na estreia diante do Progresso Sambizanga, e a queda com estrondo, pela derrota (0-1) na deslocação ao reduto da Académica do Lobito, os militares do Rio Seco vestiram o “fato de gala” usado nas Afrotaças.
Os bicampeões nacionais, orientados pelo sérvio Zoran Maki, voltaram a encher o campo com futebol intenso, sobretudo nos primeiros 45 minutos, sempre focados na baliza adversária, que só não foi violada mais de uma vez por conta e risco do guarda-redes Kyle Peters, autêntica muralha na estrutura defensiva dos universitários de Joanesburgo.
E como se previu, o regresso de Isaac, Natael, Nelson Luz e Geraldo, autor do único golo do desafio, lavou a cara da formação rubra e negra, muito criticada na última semana, por causa da caricatura pintada na competição interna.
Voltou a ser vista a vertigem nas transições ofensivas, bem como a postura pressionante na primeira linha de construção do adversário. Mas faltou acerto no momento de visar a baliza, apesar da tarde de grande inspiração de Peters.
Na primeira parte, período no qual pôde impor a sua supremacia, o embaixador angolano fez tábua rasa do facto do Bidvest chegar à discussão do apuramento com 23 jogos oficiais disputados na Liga da África do Sul. Poucas foram as vezes que a estrutura defensiva coordenada por Bobó e o “capitão” Dany Massunguna teve de redobrar a atenção.
O influente Lehlohonolo Majoro, referência nas despesas do ataque dos sul-africanos, viu-se obrigado a baixar no terreno, de modo a equilibrar a disputa no meio campo. Assim, Eleazar Rodgers ficou isolado e com as acções controladas entre os centrais militares.
Somente no segundo tempo, muito por força do desgaste físico dos jogadores do 1º de Agosto, pressionados pela necessidade de sair de Luanda em vantagem na eliminatória, foi possível ver um fogacho dos pergaminhos que distinguem o opositor. A segunda “mão” está marcada para 16 de Março.

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