Desporto

1º de Agosto faz adaptação ao ambiente de Lubumbashi

Honorato Silva

A jogar na antecipação, de modo a evitar surpresas desagradáveis, o 1º de Agosto seguiu viagem ontem, tendo em vista o desafio de sexta-feira, frente ao TP Mazembe do Congo Democrático, para a decisão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões Africanos de futebol, e hoje começa o trabalho nos domínios do adversário.

Militares do Rio Seco projectam surpreender TP Mazembe diante dos seus adeptos
Fotografia: PAULO MULAZA | EDIÇÕES NOVEMBRO

Com passagem em trânsito por Joanesburgo (África do Sul), os militares do Rio Seco, orientados pelo sérvio Zoran Maki, desembarcam no final da manhã, na cidade de Lubumbashi. À tarde, efectuam um treino de recuperação e amanhã o reconhecimento do relvado sintético do Estádio de lá Kenya, que acolhe 35 mil espectadores sentados.
Numa delegação de 30 elementos, chefiada pelo presidente do clube, Carlos Hendrick da Silva, os tricampeões angolanos contam com os jogadores que fizeram o último terço da época, cujo destaque recai para Geraldo, médio ofensivo que esteve indisponível na primeira “mão”, por acumulação de cartões amarelos.
Substituído no sábado por Macaia, no segundo tempo, com queixas musculares, Show está apto para a decisão da eliminatória, contrariamente à informação avançada na ficha distribuída pela Confederação Africana, que anunciava a suspensão, caso voltasse a ver a cartolina amarela, como acabou por acontecer, aos 56 minutos.
A certeza de que o “patrão” do meio campo rubro e negro pode jogar, foi dada por Ivo Traça, adjunto de Maki: “Felizmente para nós, o amarelo não impede o Show de ser utilizado. Não estava à janela. Depois do regresso do Geraldo, temos todos os jogadores prontos para esse importante compromisso, tirando os lesionados”.

Solidez defensiva
O empate (0-0) registado no 11 de Novembro, recinto que teve a melhor assistência, desde o célebre Angola-Mali do CAN’2010, deixa aberta a decisão da passagem às meias-finais. O 1º de Agosto está a ser elogiado por ter deixado o TP Mazembe improdutivo no ataque, feito de que poucos adversários se podem gabar.
A defesa tem sido claramente o ponto forte dos militares, no regresso 21 anos depois à grande montra do futebol continental de clubes. Tony Cabaça, à baliza, Dani Massunguna (capitão) e Bobó são os principais esteios de uma estrutura apoiada, de forma alternada, por Paizo, Anderson Guelor, Isaac e Mingo Bile, nos corredores laterais.
Marcar, para deixar o opositor mais pressionado, uma vez jogar diante dos seus adeptos, é o principal objectivo do representante angolano, que promete discutir a eliminatória até ao último minuto, apesar da força competitiva do colosso africano, detentor de cinco títulos da competição.
A rapidez na circulação da bola pode ser o argumento para ajudar a contrapor a superioridade física dos jogadores do vice-campeão do Congo Democrático, que no jogo de Luanda dominaram a disputa corpo a corpo, sobretudo no meio campo controlado pelo duplo pivô formado por Kouamé Koffi e Nathan Sinkala, municiadores dos criativos Elia Mechak, Michel Mika e Jackson Muleika, o tridente de apoio do goleador Ben Malango.
“O adversário já sabe da nossa força, por isso também terá cuidados defensivos, porque se abrir será surpreendido. Temos um conhecimento profundo do TP Mazembe. Não vamos alterar a nossa matriz, por estar a jogar fora de casa. Sabemos que será muito difícil, mas nunca impossível. Os adeptos podem esperar um 1º de Agosto lutador”, assumiu Ivo Traça.

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