Desporto

Aloísio está confiante na conquista do hexa

Honorato Silva

De visita a Angola pela primeira vez, Aloísio Pires Alves, o antigo defesa central brasileiro distinguido entre os penta-campeões ao serviço do FC Porto, fez, em entrevista ao nosso jornal, as suas escolhas e apontou os candidatos à conquista do título, no Mundial em curso na Rússia.

Antigo jogador brasileiro está em Luanda, cidade a partir da qual apontou os seus candidatos
Fotografia: DR

Como a generalidade dos cidadãos e adeptos brasileiros, Aloísio acredita na conquista do desejado sexto troféu, depois do fracasso na edição passada, em casa, sob o peso da pesada goleada por 1-7, diante da poderosa Alemanha:
“Acreditamos que o Brasil vai ser hexa na Rússia, porque tem condições para isso. Tem qualidade e mais maturidade, apesar de ter muitos jogadores jovens, que, na sua maioria, jogam na Europa.”
A entrada de Tite é, para o antigo futebolista, um dos trunfos da selecção brasileira, por devolver a alegria ao estilo de jogo, sem perder a responsabilidade.
“Vê-se uma equipa muito madura e conhecedora daquilo que faz dentro do campo. É um treinador muito exigente no aspecto táctico, com uma forma de jogar simples, mas onde os jogadores cumprem os seus papéis. Acho que o Brasil tem tudo para jogar bem e chegar ao título.”
Para Aloísio, o equilíbrio entre as selecções vai ser a nota dominante do Mundial. “Temos equipas que não são favoritas, que fizeram jogos excelentes, na fase de qualificação, e demonstraram uma força. Marrocos, Egipto e a própria Nigéria, são equipas africanas que fizeram um bom trabalho”.

Favoritos naturais 

Quanto aos favoritos, as apostas recaem para o Brasil, a Alemanha, por ser a campeã, a França, que também tem uma equipa forte, a Espanha, pela tradição, e a Argentina, que tem uma palavra a dizer no Mundial.
Na hora de avançar finalistas, considera ser tarefa difícil, “porque, como disse antes, vai ser um campeonato muito equilibrado. Mas ficaria feliz se a final fosse Brasil-Portugal, pelo lado paternal. Agora, olhando de forma mais objectiva, acho que será um Brasil-Alemanha, sem qualquer pensamento de vingança dos sete. Bastará a vitória. Seria interessante essa final, com vitória do Brasil”.
O trabalho desenvolvido por Tite à frente do Brasil, que empatou (1-1) na estreia, frente à Suíça, sustenta a aposta no sucesso da campanha do Escrete Canarinho.
“É verdade que os jogos particulares não nos mostram tudo, mas é uma equipa que está muito confiante e madura. Apesar de jovens, os jogadores estão preparados para aguentar a pressão de vestir a camisola da selecção. A cobrança é enorme. A equipa técnica passa uma grande confiança aos jogadores”.
A força da juventude dá combustão ao sonho dos brasileiros, que querem evitar ser igualados pelos alemães, na galeria dos campeões, com cinco troféus conquistados:
“Acho que essa presença dominante de jovens vai ser boa, pois são jogadores com muito mais vontade de vencer, pelo facto de estarem na Copa do Mundo e poderem fazer história na selecção. É um aspecto favorável, também pela disponibilidade física, porque, no aspecto técnico, o Brasil está sempre bem servido!”
Pela selecção, Aloísio foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul’1988, na fase intermédia de uma carreira iniciada em 1982, no Internacional de Porto Alegre, de onde saiu para o Barcelona de Espanha.
Com as cores do FC Porto, jogou durante 11 anos e conquistou sete campeonatos de Portugal, seis títulos da Taça e dez Supertaças Cândido Oliveira. Abraçar um projecto como treinador, se possível em Angola, é o seu objectivo.

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