Desporto

Beto Bianchi deixa os Palancas

António de Brito |

A direcção do Petro de Luanda anunciou ontem, em conferência de imprensa, na sua sede, o fim da colaboração do técnico Roberto Bianchi nos Palancas Negras, para se dedicar exclusivamente à equipa tricolor, depois da conquista da Taça de Angola e o segundo lugar alcançado no Girabola Zap, prova ganha pelo 1º de Agosto.

Fotografia: Edições Novembro

Durante oito meses, o treinador hispano-brasileiro orientou a Selecção Nacional, empreitada que culminou no apuramento para a fase final da 5.ª edição da Taça CHAN, a decorrer em Janeiro, em Marrocos. Disputou ainda a primeira jornada das eliminatórias do CAN'2018, a ter lugar nos Camarões, e na Taça Cosafa, na África do Sul.
Bianchi esforçou-se para comentar a decisão tomada pelo elenco presidido por Tomás Faria: “É muito triste para mim. Gostaria de terminar o trabalho que comecei. Espero que o meu sucessor faça um bom trabalho. Dei o melhor de mim. Foi uma honra defender as cores do país. Estou orgulhoso, porque levei o nome de Angola além fronteiras”, disse.
“Se precisarem de mim, estarei disponível para ajudar no que for necessário. Angola tem de crescer no futebol, porque tem muitos talentos”, desabafou.
A concorrida conferência de imprensa serviu ainda para balancear o desempenho das modalidades nucleares do clube, designadamente futebol, andebol e basquetebol, com destaque para a Taça de Angola conquistada pelo futebol e o andebol feminino.
O Petro de Luanda, depois de ter salvo a época no futebol, ambiciona atingir altos voos na 11.ª presença na Taça da Confederação Africana de Futebol (CAF), sem colocar de parte a disputa do título do Girabola Zap.

Fome de títulos
A cumprir um jejum de nove anos no campeonato, a formação petrolífera teve de encurtar o tempo de espera na Taça, após a última conquista em 2013, sob comando técnico do brasileiro Alexandre Grasseli.
No próximo ano a formação petrolífera quer voltar a espalhar  charme na Taça CAF, depois do brilharete em 1997, quando perdeu a final frente aos tunisinos do Esperance de Túnis.
“A entrada para a fase de grupos é o primeiro passo. Sabemos das dificuldades a encontrar durante a preliminar. Faremos de tudo para atingirmos as nossas pretensões”, garantiu Tomás Faria.
Abordado sobre a situação financeira, com vista a atingir as metas traçadas, o presidente do Petro referiu que tudo está dependente da aprovação do plano desportivo, pela Assembleia Geral.
“Vamos apresentar os objectivos e o respectivo orçamento, para o suporte das despesas inerentes ao futebol, andebol e basquetebol, face aos propósitos definidos para 2018”, explicou o dirigente.
Com 26 troféus conquistados no futebol nacional, sendo 15 do Girabola e 11 da Taça de Angola, os tricolores do Eixo Viário abrem as suas oficinas no dia 27 de Dezembro, com a realização dos testes médicos e físicos. Deve realizar o estágio de pré-época em Benguela ou na Huíla.
Quanto a entradas e saídas de jogadores, Roberto Bianchi referiu que o Petro vai contratar e dispensar alguns atletas. “A vida tem dessas coisas. Uns ficam outros saem. A dispensa vai ser com base no desempenho de cada jogador”.
Em 2018, a equipa sénior feminina deve regressar às provas continentais, depois de quatro anos de ausência. A direcção está satisfeita com o trabalho do técnico Vivaldo Eduardo, promovendo jogadoras provenientes da formação do clube.
Com a conquista da Taça de Angola, o elenco de Tomás Faria volta a dar maior a atenção ao andebol feminino. “O resgate do título no próximo ano e chegar à fase final nas Afrotaças são os objectivos traçados para 2018. Estou convencido de que vamos alcançar os nossos propósitos, porque temos um treinador estudioso e bastante competente”, afirmou o presidente.
À semelhança do futebol e andebol, o basquetebol tem como missão recuperar o título perdido há três anos, bem como vencer a Taça de Angola. “Estamos a trabalhar com esta finalidade. Temos a equipa mais jovem do campeonato, com 17 e 18 anos de média”, garantiu Artur Barros, vice-presidente.

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