Desporto

Beto Bianchi explica momento de emoção

António Cristóvão |

O técnico Roberto Bianchi explicou segunda-feira, em entrevista à Rádio Cinco, em Luanda, o momento de emoção no final do jogo dos Palancas Negras frente aos Escorpiões do Madagáscar, sábado no Estádio Nacional 11 de Novembro.

Técnico hispano-brasileiro assume desafio competitivo
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O jogo decidiu o apuramento para a fase final da 5ª edição do Campeonato Africano das Nações (CHAN'2018), a ter lugar de 11 de Janeiro a 2 de Fevereiro, no Quénia.
“Foi uma mistura de sentimentos. Tenho o futebol no sangue. Vivo o futebol com muito sentimento. Lembrei o que passei desde o primeiro dia em que fui apresentado como seleccionador nacional. Não foi fácil”, desabafou.
Para o treinador, o pranto serviu de bálsamo: “Foi um desabafo. Algumas vezes recebia críticas sem sentido e outras construtivas. As sem sentido doem muito. Sinceramente não vejo nenhum problema em continuar a exercer dupla função. Este tabu que montaram é uma das críticas mal-intencionadas. Isto é que me dói. Foi, por isso que chorei.”
O técnico reconheceu o apoio e carinho que recebeu da Federação Angolana de Futebol (FAF) para realizar o trabalho na Selecção Nacional. 
“Lutei como qualquer angolano pelo apuramento. Tenho de agradecer a oportunidade que me deram. Estou feliz por atingir o objectivo”, finalizou o treinador.
Substituto de José Kilamba, desde Março, Bianchi disputou dez jogos, venceu quatro, empatou quatro e perdeu dois, com sete golos e oito sofridos.

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