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Condenados ex-dirigentes sul-americanos por suborno

Um tribunal nova-iorquino condenou na sexta-feira dois dos três antigos dirigentes do futebol sul-americano que estavam acusados de suborno de milhões de dólares norte-americanos, na sequência do escândalo que abalou a FIFA.

Brasileiro foi condenado em seis das sete acusações
Fotografia: Don Emmert | AFP

Após seis dias de deliberações, José Maria Marín, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de 85 anos, foi condenado em seis das sete acusações que sobre ele impendiam, enquanto Juan Angel Napout, de 59, ex-presidente da Federação Paraguaia de Futebol e da Confederação Sul-Americana (Conmebol), foi considerado culpado em três das cinco acusações que recaíam sobre si.
Estas acusações têm uma moldura penal máxima de 20 anos de prisão, cabendo agora à juíza federal Pamela Chen decidir qual será a sentença nas próximas semanas.
Os jurados ainda não chegaram a um veredicto sobre o terceiro réu, Manuel Burga, de 60 anos, ex-presidente da Federação Peruana, e retomarão as suas deliberações no tribunal federal em Manhattan, Estados Unidos da América, a partir da próxima terça-feira. Manuel Burga foi o único dos três arguidos acusado de apenas um crime, o de associação criminosa.
Este veredicto parcial surge na sequência de um mês de audiências, que expuseram 25 anos de suborno em torno dos principais torneios do continente sul-americano, nos quais grandes empresas de marketing desportivo e de televisão doaram milhões de dólares norte-americanos para garantir os direitos televisivos dos jogos de maior audiência no continente sul-americano.
Um total de 42 dirigentes do futebol mundial, principalmente sul-americanos, mas também norte-americanos, como Chuck Blazer, ex-secretário-geral da Concacaf, que abrange a América do Norte, Central e as Caraíbas, falecido em Julho passado, foram acusados pela justiça dos EUA.

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