Desporto

Crónicos candidatos mantêm as ambições

Amândio Clemente |

O Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, vulgarmente conhecido como Girabola, e que em 2016 adoptou a designação de Zap, fruto do patrocínio da empresa de televisão por cabo com o mesmo nome, chega à sua 40.ª edição numa situação de crise a atingir a maioria dos clubes participantes.

Arqui-rivais pretendem voltar a discutir quem fica com o troféu do campeonato
Fotografia: M.Machangongo | Edições Novembro

Tal como nas edições anteriores, duas equipas perfilam-se como assumidas candidatas ao título. Petro de Luanda, com 15 títulos conquistados, e 1.º de Agosto com 11, apresentam-se como favoritos. O clube militar, vencedor das duas últimas edições, persegue o terceiro consecutivo, ao passo que o arqui-rival Petro de Luanda está no encalço da sua décima sexta conquista, depois de nos dois últimos anos ter estado perto de lá chegar, ao ocupar consecutivamente o segundo lugar, numa delas com o mesmo número de pontos que o vencedor, perdendo a luta pelo título por conta dos resultados entre os candidatos, que lhe foram desfavoráveis.
Mas, a luta pelo título não se resume a estas duas formações, pois há outros candidatos, ainda que menos assumidos, como são mos casos de Sagrada Esperança, Kabuscorp do Palanca e Interclube, pela ordem na classificação do Girabola Zap'2017.  A formação da Lunda-Norte já anunciou que persegue a melhoria do terceiro lugar, o que significa que vai atacar o título desta edição. O mesmo acontece com a formação afecta à Polícia Nacional, que já leva um jejum de longa desde 2007, pelo que na próxima época pretende regressar à conquista do maia apetecido troféu do futebol doméstico, depois de duas consagrações.
Equipas como o Progresso Sambizanga, Recreativo da Caála também almejam terminar a prova no topo da classificação, pretensão que tem sido adiada anos após ano. Mas, a ambição continua presente, pelo que este ano vão continuar a sonhar com o "caneco" que lhes escapa desde o início da competição em 1989.
Neste ano há outros actores na competição, mas com objectivos mais modestos, que se resumem em lutar para situar-se a meio da tabela classificativa quando a prova terminar, onde podemos incluir equipas como o 1.º de Maio, que já foi vencedor em duas ocasiões, Académica do Lobito, Desportivo da Huíla e FC Bravos do Maquis. Na luta para evitar a despromoção estarão, certamente, as formações do JGN do Huambo, Sporting de Cabinda e o debutante Cundo Cubango FC. Mergulhadas num mar de dificuldades, a curiosidade está em saber até que ponto estas agremiações vão ter estofo financeiro para aguentar a passada do Girabola, que é muito exigente neste capítulo, com viagens, prémios de jogo, alojamentos e outros quesitos de ordem logística.
A 40ª edição do Girabola zap vai contar com pelo menos com sete treinadores estrangeiros, todos ao serviço dos ditos "grandes", numa competição onde os técnicos angolanos vão certamente manter a superioridade numérica, sendo no entanto relegados para as formações com menos recursos financeiros. Como certos estão Zoram Maki (1.º de Agosto), Roberto Bianchi (Petro de Luanda), Ekra Asma (Sagrada Esperamça), Paulo Torres (Interclube) e Pedro Caravela (Recreativo do Libolo). Entre os angolanos são certezas Mário Soares (Desportivo da Huíla), Zeca Amaral (FC Bravos do Maquis), Agostinho Tramagal (1.º de Maio) e Águas da Silva (JGM do Huambo), Francisco André "Kito" (Domant FC), Abel da Conceição (Cuando Cubango FC) e Emena Kuanzambi (Sporting de Cabinda). A Académica do Lobito, cujo treinador transferiu-se para o departamento das Selecções Nacionais, ainda não anunciou o substituto de Silvestre Pelé.
O início do Girabola’2018 está marcado para meados de Fevereiro.

Tempo

Multimédia