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Deschamps recusa rótulo de favorito

O treinador da selecção francesa, que disputa amanhã a final do Mundial da Rússia, frente à Croácia, recusou o rótulo de favorito que tem sido atribuído aos gauleses, para a conquista do ceptro.

Treinador francês pode entrar para a história da competição
Fotografia: DR

A equipa construiu  até agora no Mundial uma campanha de cinco vitórias e um empate. “Somos privilegiados por estarmos numa final do Mundial, mas ainda não ganhamos nada. Lembro que, em 2016, na final do Europeu, perdemos para Portugal, em nossa casa, onde fomos tidos como favoritos, apesar disso as pessoas nos apoiaram”, disse Deschamps, ao recusar o favoritismo.
O treinador aproveitou a ocasião de euforia nacional para lembrar que a decepção da derrota por 1-0, em Paris, ainda não foi esquecida. “O resultado ainda não foi digerido. Vamos ver como será a final, e buscar mais um título”, comentou.
Deschamps, capitão da conquista de 1998, pode tornar-se no terceiro a vencer o Mundial como jogador e treinador: Mário Zagallo,1958 e 1962, como jogador e 1970 como técnico, e Franz Beckenbauer, 1974 como jogador e 1990 como técnico, conseguiram o feito.
Após três prolongamentos para chegar à final, totalizando mais 90 minutos do que a França, o técnico da Croácia, Zlatko Dalic, afirmou não ter ideia ainda de quem mandará a campo amanhã. “Não sei quem estará em forma suficiente para jogar. Só posso dizer que tenho 22 jogadores “top”, e quem estiver no campo estarei satisfeito”, afirmou.
Zlatko Dalic é um daqueles treinadores que fala o que pensa. Um dia depois de colocar a Croácia na final, o técnico disse que considera um “milagre” a sua selecção estar entre as duas melhores do torneio. Criticou parte da imprensa, afirmou que Modric é o melhor jogador do Mundial, em relação a Cristiano Ronaldo, Neymar e Messi que  “já foram para casa e estão na praia”.

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